Jovens tardes de domingo voltaram no Arouche

Jerry Adriani, Vanusa, Wanderléa e Ângelo Máximo estão de volta, turbinados e dando risadas de si mesmos

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2010 | 00h00

Meio esquecidos, mas com grande senso de humor, eles tomaram conta do Largo do Arouche. "Até de maca eu viria", disse a cantora Vanusa (que protagonizou ruidoso episódio na internet ao cantar ligeiramente grogue o Hino Nacional brasileiro numa cerimônia pública este ano). "Foi bom para colocar o joelho no lugar", brincou Jerry Adriani, após cantar Blue Suede Shoes, hit de Elvis Presley.

A profissionalização do mercado de música foi impiedosa com os ídolos populares da MPB dos anos 1970. Muitos foram tentar a vida em outras paragens, outras profissões. Mas eis que a Virada organizou uma refestança de uma geração, escalando num mesmo palco Sidney Magal, Valdirene, Ângelo Máximo, Vanusa, Jerry Adriani e Wanderléa.

Jerry Adriani, 46 anos de carreira, acordou a cidade às 11h com versões de hits de Elvis, Me Beija Assim (Kiss me Quick) e Eu Só Penso em Você (Always on My Mind). Ângelo Máximo fez uma festa-baile no Arouche, tomando copos de água para recarregar no meio de cada música. Fez a praça dançar com La Bamba, Era Um Garoto Q Como Eu Amava os Beatles e Os Rolling Stones e It"s Now or Never, entre outras.

Vanusa, de vestido roxo e medalhão, empilhou seus hits (Manhãs de Setembro, Paralelas, Fui Eu) e estava especialmente engraçada. "Deixa eu fazer um descarrego. Ano passado, caí, quebrei uma costela e a clavícula. Este ano, minha empregada me derrubou, quebrei uma costela. Tô com um pouquinho de dificuldade de respirar." Disse que as pessoas precisam "interagir mais, e não só na internet".

Wanderléa fez um showzaço roqueiro, com direito a citação de Led Zeppelin e tudo. Cantou seus hits rejuvenescidos com vitaminas de rock e funk. A multidão cantou com ela hits do próprio repertório, como Ternura, Foi Assim, Prova de Fogo e Pare o Casamento. / COLABOROU LAURO LISBOA GARCIA

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