Andre Lessa/AE
Andre Lessa/AE

Jovens se veem no Sunset

De fãs em outras edições, eles se unem para virar atrações de peso

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

Vindos de São Paulo, de Brasília e do Nordeste, eles nunca pisaram na grama do Rock in Rio, nem têm, em sua maioria, DNA propriamente roqueiro. Como fãs, estão mais para Stevie Wonder do que para Guns N"Roses. Alguns têm quase a idade do festival: 26 anos. Todos vibram desde que receberam o convite para tomar parte nos encontros musicais do palco Sunset, que, contando mais de 60 atrações, gera em parte do público tanto interesse quanto o palco principal.

Das 14h40 da sexta de abertura à noite do domingo final, apresentam-se Móveis Coloniais de Acaju, Mariana Aydar, Karina Buhr, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Tiê - que compartilharam sua expectativa com o Estado esta semana. Cibelle, Amora Pêra, Curumin, Céu, Emicida e Cidadão Instigado completam a categoria.

Possivelmente, eles vão tocar para um público recorde em suas trajetórias. "A gente tem uma geração muito rica, e precisa desse espaço, que não é superbombado", diz Mariana, que abre o Sunset com Letieres Leite e sua orquestra Rumpilezz e os Móveis. "O festival tem todo um simbolismo, é como o Oscar. Pra gente, é incrível", conta André Gonzales, vocalista dos Móveis.

Recorrente em festivais, o desafio de tocar para quem não conhece suas músicas é bem-vindo. "Não tenho medo. É gostoso, uma coisa de sedução", compara Jeneci, que gosta também do clima de improvisação e de reunião entre amigos. Tiê endossa: "Já toquei no Sunset no Rock in Rio Lisboa e é legal não ter muita frescura, ser leve, curto (só 50 minutos), meio hippie". O aspecto "espontâneo" é forjado nos parcos ensaios - a apenas uma semana do Rock in Rio, os artistas ainda conversavam por e-mail e telefone sobre repertório.

A escalação foi do curador, o músico Zé Ricardo. Tiê canta com Jorge Drexler, que participou de seu segundo CD. Karina Buhr, que já se apresentou com Cibelle, conheceu Marcelo Yuka quando ele era d"O Rappa. "Estamos trocando ideias, mas o que funciona mesmo é ao vivo, o inesperado", acredita Karina.

Tulipa estará pela primeira vez com toda a Nação Zumbi, com quem fará dois covers-surpresa. "Fiquei superfeliz. Tô muito na pilha de ver Mike Patton e Mondo Cane, Emicida... Tô com medo de nem sair do Sunset!"

Internauta poderá fazer suas críticas

A partir do próximo sábado, o Caderno 2+Música irá publicar a cobertura completa do Rock in Rio em páginas do Caderno Metrópole do Estadão. Críticas, bastidores e entrevistas trarão o clima do evento. No Ipad e no portal, vídeos, galerias e conteúdos exclusivos. Um dos novos espaços na cobertura será a seção "Solo", com a publicação no jornal de uma crítica que os internautas que forem ao Rock in Rio poderão enviar à redação sobre shows da noite anterior. Quem quiser participar deve mandar antes, de segunda a quinta, críticas sobre qualquer lançamento de CD ou show para ser avaliado pela redação. Os textos devem ser enviados para www.estadão.com.br/e/critica. A equipe entrará em contato com os escolhidos até a próxima quinta.

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