Jovens da cidade também atuam como repórteres

Eles integram a FlipZona, braço educativo da Flip voltado ao público adolescente e que tem, pelo segundo ano, a parceria do Estado

PARATY, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2013 | 02h10

Programação literária, pratos típicos de Paraty, artistas de rua, opções para curtir a noite e até manifestação contra o preço do ônibus: nada escapou ao faro dos jovens repórteres da cidade que fazem a cobertura jornalística da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Eles integram a FlipZona, braço educativo da Flip voltado ao público adolescente e que tem, pelo segundo ano, a parceria do Estado.

Cerca de 60 jovens de 12 a 21 anos, todos moradores de Paraty, estão pelas ruas atrás das notícias da festa, bastidores do evento, histórias e personagens da cidade. Além de acompanhar as mesas com escritores. O repórter Paulo Saldaña, do caderno Metrópole, acompanha os participantes da pauta à edição.

Depois de rodar a cidade entre entrevistas e fotografias, os jovens voltam à redação da Central FlipZona. um casarão no centro histórico, pertinho da Igreja de Santa Rita. Desde segunda-feira, já foram realizadas mais de 50 reportagens. O material é publicado no blog flipzona.wordpress.com.

A estudante Marina Luiza de Valério, de 17 anos, participa do projeto desde os 13. Já entrevistou Lenine, Gilberto Gil, o arquiteto Eduardo Souto de Moura. "Tive muitas oportunidades e olha que nem tenho faculdade", diz ela, que planeja ser jornalista.

O coordenador Daniel Ferenczi ressalta a oportunidade de educação e qualificação para os jovens. A FlipZona mantém oficinas e programação para parte dos jovens ao longo do ano. "Eles vão descobrindo suas potencialidades e anseios. Fomos fazendo formação e conseguimos encaminhá-los para atividades na própria Flip." Aos 12 anos, Daniela Marsico estreou na cobertura jornalística nesta Flip. "Sinto que estou escrevendo melhor e agora sei entrevistar as pessoas", diz.

O projeto é tocado pela Casa Azul, ONG responsável pela Flip, e integra o Núcleo de Educação e Cultura (NEC). Além do Estado, o Canal Futura produz com os adolescentes reportagens em vídeos.

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