Jornalistas do Le Monde entram em greve contra demissões

Os jornalistas do Le Monde, um dos maisrespeitados jornais da França, entraram em greve nasegunda-feira para protestar contra as demissões na redação.Esta é a segunda greve do tipo na história do jornal. O jornal Le Monde, que geralmente tende para a esquerda ediz ser lido por aproximadamente 2 milhões de pessoas todos osdias, é um dos mais influentes jornais do país, com extensoscontatos nas instituições francesas e um tom intelectualinflexível. Mas, assim como outros jornais, ele tem sofrido com oaumento nos custos de produção, a queda na receita depublicidade, a crescente competição com a Internet e apopularidade das revistas semanais. A greve, que impediu a publicação da edição de terça-feira,foi a primeira desde 1976, quando os jornalistas protestaramcontra a aquisição do jornal Daily Soir pelo magnata da mídiaRobert Hersant. É a primeira vez que eles fazem greve para protestar contraum fato relacionado à própria companhia. "Somos um jornal independente de referência e isso tem seupreço", disse Michel Delberghe, jornalista do Le Monde erepresentante da União CDFT, que se uniu aos grevistas noquartel-general do jornal, no sul de Paris. Uma nova equipe administrativa disse aos funcionários nocomeço do mês que o grupo Le Monde teria de vender váriostítulos, incluindo a renomada revista Cahiers du Cinema, eainda cortaria 130 postos de trabalho do jornal principal,entre os quais está um quarto da equipe de 340 jornalistas. Segundo a administraão, o plano permitiria que o grupozerasse suas perdas no ano que vem e voltasse a lucrar em2010. O Le Monde nasceu em 1944, depois que a França se libertoudo poder nazista. Suas perdas somaram 20 milhões de euros(31,64 milhões de dólares) em 2007, depois de um prejuízo de14,3 milhões em 2006. A total da dívida é de 150 milhões deeuros.

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