Jornais populares são fenômenos editoriais

Os jornais populares, voltados para o público das classes C e D, são um dos maiores fenômenos editoriais do País neste fim de século. Essa foi a conclusão do workshop Jornais Populares, atividade de encerramento da quarta edição do curso Master em Jornalismo para Editores, realizado em São Paulo.Promovido pelo Centro de Extensão Universitária e pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra (Espanha), o Master em Jornalismo prepara editores para desafios de sua atividade - de questões técnicas à coordenação de equipes. O debate sobre jornalismo popular encerrou dez semanas de atividades, das quais participaram chefes de redação, repórteres e editores de 16 jornais brasileiros e sul-americanos.O debate tratou, sobretudo, de quatro experiências recentes no gênero popular: Extra (Rio), Diário Gaúcho (Porto Alegre), Agora Notícias (Vitória) e Primeira Hora (Curitiba). Lançado há três anos, o Extra é hoje o terceiro jornal em circulação no Brasil, com média diária de 363 mil exemplares.Para Bruno Tyschler, editor-executivo do Extra, o segmento popular foi impulsionado pelo crescimento do consumo das classes C e D durante o Plano Real. Em 1987, elas movimentaram US$ 20 milhões no Rio. Em dez anos, a soma subiu para US$ 100 milhões.Mais interatividade com o leitor é a marca que fez o Diário Gaúcho virar um sucesso de público no Rio Grande do Sul, garante o editor-chefe Cyro Martins. "Cada reportagem pede a participação do público com novas sugestões e idéias", conta. O Agora conta com o que é, provavelmente, o único fã-clube de jornal no País, estimulando a interação com o público.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2000 | 00h03

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