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Jornada de Passo Fundo quer ouvir e falar a língua dos jovens

Com a proposta de discutir as novas formas de ler e de escrever, tradicional evento gaúcho abre sua 15ª edição

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2013 | 19h02

Com uma expectativa de público de 7 mil adultos e 20 mil crianças e adolescentes, e de temperatura entre 0º e 10º, a Jornada de Literatura de Passo Fundo abre nesta terça (27) à noite com o anúncio do vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, sua 15.ª edição. Criado em 1981 pela professora Tânia Rösing, que segue à frente do evento bienal, o festival gaúcho é considerado um dos principais projetos de formação de leitores do País – especialmente porque alunos e professores se preparam previamente para o encontro com os autores, lendo e debatendo a obra deles.

Até domingo, passam pelos palcos do evento, realizado em lonas de circo instaladas no campus da Universidade de Passo Fundo, nomes como Eva Furnari, Ilan Brenman, Bruna Beber, Marcelino Freire, João Carrascoza, Marcelo Mirisola, André Vianco, Eduardo Spohr, Rafael Draccon e Emicida, entre outros.

O projeto sempre teve como meta sensibilizar professores para a questão da leitura e fazer com que, por meio deles, esse gosto chegasse aos alunos. A presença de muitos autores familiarizados com o universo juvenil, como a trinca da literatura fantástica – Spohr, Draccon e Vianco – justifica-se pelo tema escolhido para esta edição: Leituras Jovens do Mundo.

“Nosso propósito consiste em nos aproximarmos ainda mais dos jovens para ouvi-los, para falarmos  sobre eles e nos transformarmos com eles”, explica Rösing. Ela ressalta ainda que os jovens ocupam uma liderança nas famílias e na escola pelo domínio das tecnologias, criando uma relação de dependência dos mais velhos na orientação e no manuseio de equipamentos eletrônicos. “Esse domínio se alarga para a tomada de posição de destaque, promovendo uma aparente aproximação com a nova geração, mas, ao mesmo tempo, um distanciamento e uma subserviência dos mais velhos a esses jovens. Precisamos entender seus novos modos de ler e de escrever”, completa a professora de 66 anos.

A Jornada não se resume aos encontros dos professores e dos alunos com os escritores. Há uma série de debates paralelos, como o Seminário Internacional de Contadores de Histórias e o Encontro de Bibliotecários e Mediadores de Leitura, entre outros, que já foram realizados em outras edições, e o estreante Páginas Saborosas, misto de festival gastronômico com oficinas de alimentação saudável.

 

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