Jorge Vercillo fala de orixás e extraterrestres em novo CD

Já vai longe aquele Jorge Vercillo de "Monalisa", comparado a Djavan e que buscava uma identidade no meio do mar da MPB. Mais de 15 anos de carreira e sete discos lançados, Vercillo chega ao oitavo mudando o discurso e adentrando um assunto polêmico: a ufologia. Na conversa que o Jornal da Tarde teve com o cantor carioca, por telefone, o tema circundou boa parte das respostas.

AE, Agência Estado

12 de maio de 2010 | 09h04

Mesmo o título do novo trabalho, "D.N.A.", traz para Vercillo a lembrança do "portal 11.11." e questões como a abdução e códigos genéticos. "Descobri que minhas músicas sempre serviram para esse propósito", revela o cantor. "Canções como Todos Nós Somos Um e Elas Unem Todas as Coisas já traziam letras que combinavam com a lei da atração, poderiam ser usadas para explicar a canalização extraterrestre". Para melhor entender suas teorias, Vercillo indica o texto, A Glândula Pineal, de Sérgio Felipe de Oliveira. "Tenho indicado esse texto no meu Twitter, no meu blog. Acho interessante mostrar para as pessoas este meu outro lado", conta.

No disco, o cantor e compositor das 12 músicas do CD destaca o samba "Verdade Oculta" e "Ventos Elísios". As duas tratam de tolerância. A primeira fala de religiões, orixás, ETs, avatares e de um casal que tem de enfrentar a diferença de crenças fundamentadas na religião. A segunda passeia, segundo o cantor, pelo tema da energia do mundo cósmico, aponta a lei da atração e a "evolução vibracional" da raça humana - o que quer que isso signifique.

Parcerias

Em D.N.A., Vercillo traz um de seus ídolos para o seu lado na faixa de abertura. Milton Nascimento o presenteia com um dueto em "Há de Ser". "Quis colocar um clima bem no estilo Clube da Esquina. Foi um prazer e um privilégio ter o Milton como convidado". Sua esposa, Gabriela Vercillo, é sua parceira na faixa "Memória do Prazer", a primeira vez em que o casal escreve a quatro mãos. Nela, Jorge faz um dueto vocal com Ninah Jo. "Escrevemos essa música pensando num dueto, e a Ninah, uma cantora do Paraná de quem eu sou fã, casou perfeitamente."

Ele ainda escolheu duas regravações de músicas suas que foram parar, antes, em vozes conhecidas da MPB. Uma de Maria Bethânia ("O Que eu Não Conheço") e outra de Ana Carolina ("Um Edifício no Meio do Mundo"). "Escrevi essas canções para elas, mas achei importante inseri-las no meu novo trabalho". A balada "Deve Ser" vem como bônus e já pode ser ouvida na trilha sonora da novela "Viver a Vida". O cantor lançará seu novo disco em São Paulo, no Via Funchal, no próximo dia 30. As informações são do Jornal da Tarde.

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