John Wayne, o herói de Hathaway e do Oscar

Em 1969, Hollywood estava mudando e a melhor prova das transformações - estéticas e comportamentais - foi a premiação, pela Academia, de Perdidos na Noite. A história do texano Joe Buck, que sonha ser gigolô em Nova York e termina se ligando a um pequeno (e deplorável) trapaceiro para explorar gays decrépitos, ganhou os Oscars de melhor filme, direção e roteiro. Mas o filme de John Schlesinger, mesmo com duas indicações para o prêmio de melhor ator - Dustin Hoffman e Jon Voight -, perdeu a estatueta da categoria, entregue ao veterano John Wayne, por seu papel em Bravura Indômita.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2011 | 00h00

Como o xerife balofo, caolho e bêbado do western de Henry Hathaway, Wayne estava mesmo sensacional. É um grande personagem e Jeff Bridges, no remake, dificilmente deixará de ser indicado para os prêmios da Academia. A trama é perfeita para os Coen, que amam os personagens boçais. A diferença é de essência - Hathaway mostrava o heroísmo do seu xerife boçal. Os Coen devem ir na contramão - buscando a boçalidade do herói. O filme deles promete. A história é ótima.

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