MIchel Euler/AP
MIchel Euler/AP

John Galliano é demitido da marca que leva seu nome, garante revista

Empresa tem 91% das ações contraladas por Christian Dior

NOVA YORK, EFE

15 Abril 2011 | 16h53

O estilista britânico John Galliano foi demitido da marca que leva seu próprio nome, depois que o Conselho de Administração da empresa, controlada em 91% por Christian Dior, anunciasse a decisão, garantiu nesta sexta-feira a revista americana Women's Wear Daily (WWD).

A saída de Galliano de sua própria empresa ocorreu um mês e meio depois de ser demitido como diretor artístico da Dior um dia após o jornal londrino The Sun ter divulgado um vídeo no qual, aparentemente embriagado, dizia "adorar Hitler" e elogiava suas práticas nazistas.

No dia 24 de fevereiro um casal já tinha denunciado o estilista por insultos antissemitas e racistas no terraço do bar "La Perle", no bairro parisiense de Marais.

A esta primeira denúncia se uniu em breve outra de uma mulher que disse ter sido agredida de maneira similar em outubro do ano passado.

A direção do grupo de luxo LVMH, que controla a Dior, decidiu romper suas relações trabalhistas com ele, mas deposi que Galliano se comprometeu a buscar ajuda e pediu desculpas, a empresa tinha mantido seu contrato pela sua própria marca.

Agora Galliano, de 50 anos e que ainda tem pendente uma causa com a Justiça por injúrias racistas que poderia render seis meses de prisão e uma multa de mais de US$ 30 mil, foi retirado definitivamente da empresa que leva seu nome.

A WWD assegura que os proprietários receberam diversas ofertas de potenciais interessados em comprar a marca, procedentes da Itália, China e o Oriente Médio, apesar da venda não ser uma prioridade imediata.

Galliano foi destituído como diretor artístico de Dior quando faltavam apenas alguns dias para o início da Semana de Moda de Paris, com desfiles prêt-à-porter de Galliano para o grupo LVMH, da Dior e o da marca que leva seu nome.

O estilista negou as acusações e denunciou por sua vez seus litigantes de difamação, mas após a publicação do vídeo pelo jornal "The Sun" foi demitido na hora.

No dia 2 de março, a procuradoria de Paris lhe acusou de "injúrias públicas contra particulares por sua origem, pertinência ou não pertinência a uma religião, raça ou etnia, proferidas contra três vítimas identificadas".

No mesmo dia Galliano apresentou suas desculpas "sem reserva" de Londres, através de seus advogados, ao mesmo tempo que a imprensa americana informava que estava a caminho do Arizona (EUA) para iniciar uma tratamento de desintoxicação. EFE

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