John Banville ganha o Booker Prize

O irlandês John Banville conquistou o Booker Prize, maior prêmio literário inglês, com seu livro The Sea (O Mar), surpreendendo os críticos, que apostavam em Kazuo Ishiguro ou Julian Barnes. Banville tem dois livros publicados no Brasil, O Intocável e O Livro das Provas, ambos lançados pela Record. The Sea conta as memórias da infância na vida de um viúvo de 60 anos, na Irlanda. Ao subir ao palco para agradecer a honra de ter ganho o Booker Prize, Banville, reconheceu que "há muito tempo aguardava o prestigiado prêmio" e disse ainda que devia "agradecer aos jurados que repentinamente se tornaram meus melhores amigos". O Booker Prize é o mais disputado entre os prêmios concedidos no Reino Unido, e equivale a 73 mil euros (US$ 88 mil). O escritor enfrentou cinco finalistas de peso: Julian Barnes, com o romance Arthur & George, Sebastian Barry, com A Long Way Away; Kazuo Ishiguro, com Never Let Me Go; Ali Smith, com The Accidental e Zadie Smith, com On Beauty.O romance vencedor é uma reflexão sobre a identidade e as lembranças da história da vida de um homem que enfrenta os fantasmas do passado, ao voltar ao povoado da costa inglesa, onde passou umas férias de verão. Max, que se recupera da perda de sua esposa, retorna a Ballyless atraído por um sonho, e ali se recorda de experiências vividas com a família Grace, que o marcaram para o resto de seus dias.Nascido em Wexford (Irlanda) em 1945, Banville conta com uma longa trajetória literária, que começou em 1970, com a publicação de sua obra Long Lankin. Otras obra suas são Nightspawn, Doctor Copernicus, Kepler, que ganhou o premio de ficção do jornal The Guardian em 1981 e The Book of Evidence, que já foi finalista do Man Booker Prize em 1989. Cada um dos finalistas do prêmio recebe um cheque de 3.750 euros e uma edição especial de seu livro, já que chegar à posição de finalista é sinal de alta qualidade literária. O jurado da edição deste ano do prêmio era formado, entre outros, pela especialista em literatura do jornal The Times, Lindsay Duguid, e do vespertino londrinense Evening Standard, David Sexton, a romancista Josephine Hart e o escritor e especialista em livros antigos Rock Gekoski.

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