Jogo dá bolsa de estudos para bebês

Em 'É o Meu Bebê', pais competem para ganhar prêmio que cobre futura despesa com faculdade dos filhos

João Fernando, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2013 | 02h15

Não importa se os pais são ricos ou pobres na hora de sentir no bolso o quanto custa pagar a faculdade dos filhos. Por isso, casais de diferentes classes sociais correram para se inscrever em É o Meu Bebê, game show do Discovery Home & Health com estreia marcada para sexta, às 21 horas, em que os participantes entram em uma competição cujo vencedor pode ter todas as despesas da vida acadêmica de seus herdeiros pagas.

"Se meu filho de sete anos pudesse participar, eu iria. Fazer faculdade é muito caro", confessa Melissa Peterman, apresentadora da atração e atriz com mais de dez anos de carreira na TV norte-americana. No programa, a loira permanece no palco com um dos pais, enquanto o outro participa de brincadeiras com os filhos. Se a criança, que não recebe a informação de que está em uma competição, cumprir todas as provas, a família é classificada para a próxima etapa. Ao final, os casais ficam diante de cofres em forma de porquinho, cada um com um valor diferente, que será revertido aos estudos dos futuros universitários. Um deles pode ter o prêmio de 100% da faculdade paga.

Entre as atividades às quais os pequenos estão submetidos, há brincadeiras como empilhar biscoitos ou passar por escorregadores. "A controvérsia do nome (que em inglês significa 'aposte no seu bebê') é que as crianças não estão envolvidas diretamente com o jogo e o dinheiro. Como mãe, eu jamais deixaria meu filho exposto a uma situação ruim", avalia.

Com um histórico de programas de comédia, Melissa garante não tirar sarro em excesso dos pais. "Acho que me escolheram para apresentar pelo fato de eu ter senso de humor. E eu me considero uma pessoa engraçada. Como também sou mãe, acho que a graça está em ver pais e crianças no jogo. Mas o que queremos é que todos se sintam bem no jogo. Todo mundo sai com um sorriso no rosto quanto tem um fundo para investir na faculdade", disse ao Estado durante teleconferência com jornalistas da América Latina.

A atriz, que nos EUA também pode ser vista no seriado Baby Daddy, entrega que não consegue ficar indiferente aos participantes. "Isso faz de mim uma má apresentadora. Ligo meu lado emocional e fico exausta, pois entro na emoção deles. Quero que todos ganhem. Odeio quando eles perdem", derrete-se Melissa, que faz questão de manter contato com os pais. "Fico amiga deles no Facebook para saber o que andam fazendo depois de terem ido ao programa."

Antes de gravar o É o Meu Bebê, pais e filhos são testados. "Há uma avaliação psicológica para as crianças. Fazemos brincadeiras e vemos se elas funcionam na TV", explica Chris Grant, produtor executivo. "Fico triste por não levar os bebês para casa. Eu adoraria. Eles são tão fofos, por que os pais não me dão um?", brinca Melissa.

O termômetro do sucesso da atração, já exibida pela ABC, uma das maiores redes abertas dos EUA, está nos amigos de Riley, herdeiro da apresentadora. "Quando eles me veem, falam como fariam todas as provas. Eu digo que eles já têm sete anos, que não podem mais participar, mas eles querem mesmo assim. Riley quer participar das provas com biscoitos e cupcakes", conta. Com horários flexíveis, Melissa afirma não querer parar de trabalhar para ficar mais com o filho. "Até poderia ficar desempregada por um período, porém, sinto-me sortuda em ter um emprego que me completa."

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