OZDOIZ/Divulgação
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João Knorr: Das quadras às passarelas

Ex-jogador profissional de vôlei e tênis, o gaúcho desponta como modelo da vez em menos de um ano de carreira

Marilia Kodic e Anna Rombino, Especial para O Estado de S. Paulo

19 Janeiro 2018 | 06h00

O país que ocasionou o fenômeno Gisele Bündchen tem nova promessa, e masculina. Apenas nove meses após sua estreia, João Knorr já é um dos modelos de maior destaque do país, e dá os primeiros passos, firmes, na carreira internacional. Seu primeiro trabalho no exterior é um feito: foi escalado para abrir o desfile de inverno 2018 da italiana Versace, uma das mais importantes grifes de luxo do mundo, em Milão.

“É muito gratificante representar uma marca tão respeitada logo de cara. Foi ainda mais emocionante quando soube que iria abrir o desfile. Foi uma honra, uma emoção enorme”, conta, sobre o evento ocorrido no último dia 14, que marcou também sua primeira viagem internacional. “Conhecer diferentes lugares, culturas, pessoas e ideias é especial. A diversidade agrega”, diz, com o entusiasmo típico de garoto de 17 anos que deixa o país natal pela primeira vez.

Na última edição da São Paulo Fashion Week, Knorr foi o modelo masculino recordista de desfiles – foram nove. “Antes da SPFW, eu só havia desfilado uma vez. Era algo novo para mim. Me surpreendi quando soube que eu era o recordista. Me encantei pelo trabalho e resolvi abraçar as oportunidades que foram surgindo”, diz. A semana de moda estabeleceu seu nome no mercado poucos meses depois de ser indicado por uma amiga para a agência que o representa – a JOY Model, responsável por lançar nomes como Lais Ribeiro e Valentina Sampaio. 

Foi lá que consolidou o visual que tanto lhe rende sucesso – alto, sarado e de olhos azuis, tem nos cabelos alvos sua principal marca: “Descolorir o cabelo sempre foi um desejo meu, mas não tinha coragem. Até que meu agente sugeriu fazê-lo, e eu topei na hora!”. O corpo atlético, no entanto, vem de outros carnavais. Antes de ser modelo, Knorr dedicava-se ao esporte: natural de Panambi, no Rio Grande do Sul, era jogador de vôlei e tênis nas seleções gaúchas. “Pratico esportes por amor. Me exercitar me dá prazer, mas não tinha em mente seguir isso profissionalmente”, diz. 

Embora o esporte não tenha mais papel central em sua vida, é hoje um valioso aliado. “Nessa profissão, preciso estar com a saúde e o físico em dia, e, para isso, o esporte é essencial”, diz ele, que vê semelhanças nas carreiras de modelo e atleta. “Ambos precisam ter uma prática de cuidados e exercícios, além de treinamentos e estudos da área. A rotina é bem parecida. Estar preparado, seja para uma competição esportiva ou para um desfile, demanda esforços semelhantes. São mercados que exigem muita determinação e foco.”

A alimentação acompanha o rigor que se espera de ambas as ocupações – “tenho uma dieta regular, feita por nutricionista, na qual consumo muitas proteínas e vitaminas e evito carboidratos” –, e, com o corpo em ordem, diz cuidar da mente cercando-se de pessoas queridas, conectando-se com a natureza e estudando idiomas. Mas, recém-saído do ensino médio, não pretende seguir os estudos tradicionais. “Quero absorver tudo o que a carreira de modelo pode oferecer. Meu foco é este no momento.” E, para o futuro, ao que tudo indica, suas aspirações são bastante factíveis: “ter uma carreira sólida, trabalhar mundo afora, estrelar campanhas e trabalhar com cinema”. De olho nele.

 

Contra a corrente

Mesmo num país conhecido por exportar supermodelos (Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrósio são algumas das brasileiras que dominam as passarelas internacionais), prosperar numa das raras indústria em que as mulheres são mais valorizadas e bem pagas do que os homens é trabalho árduo para estes. Ainda assim, alguns modelos masculinos brasileiros deixaram seu nome na história.

Um dos mais bem-sucedidos é Marlon Teixeira, 26, que já foi um dos mais bem pagos do mundo. Surfista nas horas vagas, o catarinense chama atenção pelo visual praiano, e já desfilou para grifes como Dolce & Gabbana, Chanel e Balmain. Outro nome conhecido do público é Jesus Luz, carioca de 31 anos que estrelou capas das principais publicações de moda do mundo, como a Vogue chinesa e a QG alemã, embora tenha ganhado os holofotes quando começou a namorar a cantora Madonna, em 2008.

Ator renomado, Cauã Reymond também começou a carreira trabalhando como modelo, aos 18 anos, e fez trabalhos para marcas como Jean Paul Gaultier e Karl Lagerfeld. Entre os veteranos está o catarinense Jorge Gelati, que, aos 52 anos, continua ativo – caso raro na profissão –, e tem no currículo campanhas para grifes como Hermés e Billionaire. 

Vale prestar atenção em Francisco Lachowski, curitibano de 26 anos que, aos 18, venceu o concurso “Supermodel of the World” (Supermodelo do Mundo), idealizado pela agência Ford Models. Além de fazer sucesso nas redes sociais, contando quase 2 milhões de seguidores no Instagram, foi recentemente considerado um dos 50 maiores modelos do mundo pelo site Models.com.

 

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