João Bosco, com o time de Mariano

Caça à Raposa, de 1974, ressurge na Discoteca Estadão

Roberto Nascimento, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2011 | 00h00

A Discoteca Estadão relança amanhã Caça à Raposa, de João Bosco. Se há uma estante sagrada em que ficam os discos mais suingados da história da nossa música, Caça está lá. A colaboração do cantor com Cesar Camargo Mariano, que levou ao estúdio três quartos do magistral quarteto que panhava Elis Regina, é a origem do batuque. "Acho que nunca houve uma identificação musical tão grande entre quatro músicos", conta Cesar sobre o quarteto. "Era uma química muito rara."

Na época de Caça à Raposa (1974) Elis já havia gravado Bala com Bala, de João Bosco e Aldir Blanc. "Quando eles surgiram, eu e Elis ficamos apaixonados, caímos para trás", conta o pianista. "Desde então, sempre tive um relacionamento muito forte com o João, uma intuição musical muito entrosada", diz. "Um dia ele passou lá em casa e disse que queria fazer um disco. Sentamos e em questão de horas o disco estava montado", conta sobre a confecção de Caça à Raposa, que traz faixas magníficas como Escadas da Penha, Casa de Marimbondo, além das brilhantemente letradas De Frente Pro Crime e O Mestre Sala dos Mares.

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