João Batista de Andrade toma posse na Cultura

O cineasta João Batista de Andrade, de 65 anos, assumiu hoje a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo afirmando que "a vida inteira falei e discuti política cultural. Agora é a hora de pôr a mão na massa?. Ele tomou posse na manhã desta segunda, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Geraldo Alckmin e recebeu o cargo de Cláudia Costin, que alegou motivos pessoais ao pedir demissão na semana passada. Apesar de sua premiada carreira como cineasta Andrade garantiu em seu discurso de posse que não vai privilegiar o cinema em sua gestão e destacou em seu discurso a necessidade de incentivar a inclusão social. ?É preciso uma política cultural para o nosso Estado, uma política capaz de abrir caminho para a inclusão cultural e para o desenvolvimento cultural e par o desenvolvimento de nossa capacidade de produzir, e produzir bem?. Para o novo secretário, "o mundo da cultura vive hoje dramaticamente uma dualidade. De um lado, esse processo, muitas vezes injusto, - de globalização que transforma conquistas tecnológicas, fundamentais para a convivência humana, em puros interesses, conduzidos pela cegueira da lógica dos monopólios, maiores responsáveis pela exclusão cultural, estágio agravado da exclusão social".Já falando como governo, Andrade disse que "é preciso garantir investimentos capazes não só de manter o nível da produção local como de incrementá-la a um nível exemplar. E de expandir as oportunidades, dando acesso aos cidadãos em todos os cantos deste Estado. Investimentos que estejam à altura do mais importante e rico estado da União".Além de autoridades e políticos, estiveram presentes à cerimônia da posse os cineastas Toni Venturi, Alain Fresnot, Rodolfo Nanni e Guilherme de Almeida Prado, os atores Eva Wilma e Renato Consorte.Batista assume a secretaria ao mesmo tempo em que finaliza dois longas-metragens: Veias e Vinhos, Uma História Brasileira, uma adaptação do romance de Miguel Jorge e o documentário 30 Anos Depois, sobre a morte de Vladimir Herzog, com lançamento previsto para outubro. Até hoje, dirigiu 11 longa-metragens, 49 curtas e médias-metragens para cinema e TV. Entre seus longas estão Doramundo, A Próxima Vítima, O País dos Tenentes e O Homem que Virou Suco, medalha de Ouro no Festival de Moscou em 1981. Sua biografia foi publicada na coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado, Alguma Solidão e Muitas Histórias, de Maria do Rosário Caetano.

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