Jennifer Aniston protagoniza 'Coincidências do Amor'

Histórias sobre mulheres solteiras que passaram dos 30 anos (ou à beira dos 40) e recorrem à inseminação artificial para realizar o sonho da maternidade parecem ter caído nas graças de Hollywood. Nos últimos meses, Jennifer Lopez ("Plano B") e Helen Hunt ("Quando me Apaixono") estrelaram filmes com essa temática e, agora é a vez de Jennifer Aniston fazer o mesmo em "Coincidências do Amor", comédia romântica que chega hoje aos cinemas.

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 10h07

Desta vez, porém, as consequências da produção independente são acompanhadas do ponto de vista do lado negligenciado, o masculino. Jason Bateman, conhecido do público brasileiro pelo seriado da TV a cabo "Arrested Development" (veiculado por aqui no canal Fox), interpreta Wally, o cara que é desde sempre apaixonado por Kassie (Aniston), mas se contenta em ser o melhor amigo.

Curiosamente, a decisão de Kassie de ter um filho sozinha é celebrada com uma festa, onde o doador escolhido é homenageado. Roland é a personificação do doador ideal: alto, loiro, atlético, bom moço e entusiasta de discursos motivacionais. Numa dessas situações cabíveis só mesmo na ficção, o frasco com a "doação" de Roland fica ali, no banheiro da festa, ao alcance de um Wally bêbado, que faz, em termos laboratoriais, o que nunca teve coragem de fazer na prática: repõe o frasco com uma amostra de produção própria.

Depois do porre, para dar sequência à trama fantástica, é claro que Wally não se lembra de nada, e Kassie, grávida, se muda da cidade sem desconfiar que a inseminação foi trocada. Então, o filme é acelerado no tempo e leva o espectador a sete anos no futuro quando, enfim, os desdobramentos poderão acontecer.

Surpresa grata neste longa dirigido por Josh Gordon e Will Speck é a atuação de Thomas Robinson, no papel de Sebastian, que consegue dar a uma criança de sete anos uma dose tão realista quanto preocupante e hilária de neurose. Sebastian, filho de mãe solteira, mostra-se logo uma cópia em miniatura do pai, Wally. Hipocondríaco e vegetariano, o garoto rouba a cena com as crises de doenças decoradas de sites médicos ou revoltas como costume de comer carne dos pais e colegas. As informações são do Jornal da Tarde.

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