Jefferson Kulig pesquisa a moda do futuro

Para sua coleção outono/inverno, o estilista Jefferson Kulig propõe um "intercâmbio" entre moda, ciência e tecnologia. Ao contrário de seus colegas que buscam referências européias, ou releituras de décadas passadas, Kulig busca em suas pesquisas a moda do futuro. Isso, obviamente, causa estranhamento, as pessoas não compreendem a mensagem de imediato. Mas só por correr o risco do experimentalismo, Kulig já tem seu mérito. Para desenvolver a pesquisa baseada na biomecânica, nas funções e mecanismos do corpo humano, ele contou com o apoio do Centro Federal de Educação e Tecnológica do Paraná (Cefet).O resultado surge, por exemplo, em bases receptoras construídas a partir de uma concepção ortopédica e conectadas a placas eletroacústicas, simulando o som dos músculos. Ele abre a coleção com peças feitas em camadas de tecidos que, aos poucos, ganham novas construções, como os vestidos vazados, as calças e macações. Ainda body com a estampa dos músculos e peças de borracha e tecidos sintéticos. As cores usadas são vermelho, pele, castanho e branco. Desfilam ainda hoje Marcelo Quadros, Alexandre Herchcovitch, com sua coleção masculina com referências ao Zé do Caixão, e a grife Uma.Veja galeria de fotos

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