J.C. Violla celebra os 30 anos de seu estúdio de dança

Rua Alves Guimarães, 445, Pinheiros, cidade de São Paulo. Mais de 21 mil alunos em 30 anos de aulas dadas no mesmo endereço. São números muito expressivos e exclusivos, que transformam o estúdio de J.C. Violla em um "case". Não foram poucas as escolas que fizeram sucesso e depois fecharam, e o seu estúdio de uma sala só atravessou todas as turbulências dessas três décadas, mantendo-se lotado.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2010 | 10h58

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, J.C. Violla conversou sobre essa singularidade, dentre outras, do seu percurso profissional. "Tive e ainda teria possibilidade de ter uma escola grande, com muitas salas. Vários alunos me convidaram para esse projeto, outros queriam abrir uma casa noturna com o meu nome, uma confecção, um café, propuseram franquias do estúdio em outros Estados. Talvez não tenha visão de empresário. Durante alguns anos, me perguntava se não tinha jogado fora essas oportunidades, se tinha feito burrice. Mas o que eu sei é dar aula e dançar, dediquei a minha vida a isso, não sei fazer outra coisa. E dei cada aula prestando atenção em cada um desses mais de 21 mil alunos."

Os próprios alunos se espantam com a memória do professor. "Dou aula há mais de 35 anos e sou muito bom fisionomista. Se não reconheço de imediato um ex-aluno, basta que tire o sapato e mostre o seu pé. Às vezes, estou na praia, vejo um pé passando, subo o olhar e encontro um rosto conhecido. O pé é muito importante no meu trabalho, talvez por influência de Dona Maria, minha professora que claudicava, ou pela minha facilidade, desde criança, para saltar bem alto. Sei que não é comum, mas conheço as pessoas pelo pé."

Além de ter sido a primeira a lhe dizer que era bailarino, Maria Duschenes também foi responsável por sua iniciação na carreira de professor. Sua primeira aula foi no ginásio do Sesc Consolação, onde Dona Maria, a mestra que trouxe os estudos de Laban para São Paulo, dava um curso para 200 terapeutas. "Foi entre 1973/1974, e assustei quando ela simplesmente me colocou para dar aula para eles." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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