James, Britten e uma casa envolta em mistério

A ópera The Turn of the Screw foi escrita por Benjamin Britten no começo dos anos 50. Encomendada pela Bienal de Veneza, subiu ao palco pela primeira vez no Teatro La Fenice - e mantém relação estreita com alguns dos temas mais caros ao compositor, como a infância e, principalmente, a perda da inocência.

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2013 | 02h12

A montagem que estreia hoje no Teatro São Pedro tem direção musical de Steven Mercurio e, no elenco, a soprano Luísa Kurtz (The Governess), as meio-sopranos Céline Imbert (Mrs. Grose) e Luciana Bueno (Miss Jessel) e o tenor Juremir Vieira, tenor (The Prologue / Peter Quint). Ivan Marinho, Gabriel Lima, Mariana Silveira e Valentina Safatle se dividem nos papéis de Miles e Flora.

Para montar o espetáculo, a diretora Lívia Sabag conta que precisou lidar com duas questões. "A primeira delas tem a ver com a própria estrutura do cenário. Cada cena da ópera é ambientada em um local diferente, seguindo uma estrutura de tema e variações. Muda o espaço, muda também o clima da ação e, nesse sentido, foi preciso estar muito atenta à música e ao texto para, com a cena, ressaltar essas mudanças", explica. Em tempo: os cenários da produção são assinados por Nicolás Boni; os figurinos, por Veridiana Piovezan; e a iluminação, por Wagner Pinto.

"A segunda questão que me coloquei foi a busca por um tom exato na condução da cena. A obra tem uma construção muito rica, tudo é sugerido, nada é afirmado por Henry James no livro, e na adaptação isso se mantém. E é a música do Britten que vai criando relações, propondo leituras. E me dei conta de que, se você passa um pouco do ponto, pode acabar afirmando alguma coisa, quer dizer, tirando o poder de sugestão da obra e isso é reduzir a sua grandeza", completa a diretora. / J.L.S.

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