Jackson segundo Spike Lee

Cineasta finaliza documentário sobre Bad, um dos mais importantes discos do cantor e compositor, morto em 2009

O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2012 | 03h08

Um dos discos mais populares de Michael Jackson, Bad será o tema central de um novo documentário do cineasta Spike Lee, amigo do músico e responsável por seu último videoclipe, o póstumo This Is It.

A informação foi divulgada ontem pela Sony Music. O filme já está, segundo a gravadora, em fase de pós-produção e fará parte das comemorações pelos 25 anos do álbum, no qual estão alguns dos principais hits da carreira de Jackson: Bad, The Way You Make me Feel, I Just Can'T Stop Loving You, Dirty Diana, Smooth Criminal e Man in the Mirror.

"Sou muito mais do que um admirador de Michael Jackson", disse Spike Lee em uma nota enviada à imprensa. "No projeto Bad tive a oportunidade de refletir sobre a importância enorme que o disco teve, as histórias que cercaram sua confecção, os clipes, as turnês, detalhes sobre os quais ninguém ainda havia falado."

As sessões de gravação e a turnê que se seguiu ao lançamento do disco serão o foco principal do documentário, que terá gravações inéditas e mais de quarenta entrevistas realizadas por Lee com pessoas que estiveram envolvidas no projeto e artistas como Mariah Carey, Sheryl Crow, Kanye West e Cee Lo Green.

Entre os entrevistados estão também diretores que levaram para as telas algumas das canções, como Martin Scorsese (Bad) e Joe Pytka (The Way You Make me Feel e Dirty Diana), assim como coreógrafos, músicos e outros colaboradores que, segundo o diretor, ajudam a narrar a "verdadeira história de um disco que se transformou em um ícone", o método de trabalho de Jackson e a o dia a dia da turnê.

"Há cenas filmadas pelo próprio Jackson na época, que nunca haviam sido divulgadas", contou Lee em uma entrevista recente ao Hollywood Reporter, revelando que o músico escreveu 60 músicas para o álbum, das quais apenas onze foram lançadas.

Lançado em 1987, Bad foi o terceiro disco de Michael Jackson em parceria com Quincy Jones e teve cinco de suas faixas no número 1 da Billboard, recorde que só seria batido 25 anos depois, por Katy Perry. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.