Jackie Chan recebe críticas por atacar democracia em Taiwan

Ator afirmou que ilha é 'muito caótica' por conta da liberdade e que chineses deveriam ser controlados

REUTERS

22 de abril de 2009 | 11h57

Jackie Chan, um ídolo de todo o mundo falante do idioma chinês, irritou muitos em Taiwan com um ataque à política da ilha, que levou ao cancelamento do contrato do astro do cinema de Hong Kong com a Olimpíada de Surdos em 2009. O herói do Kung Fu disse no fim de semana em um fórum no Partido Comunista que governa a China que Taiwan é "muito caótica" devido a sua liberdade e sugeriu que as pessoas de etnia chinesa precisavam ser controladas. A China reivindica o controle sobre Taiwan.

Ele também deixou as pessoas nervosas em sua cidade natal, Hong Kong, onde estudantes, legisladores e internautas expressaram ultraje nesta quarta-feira, 22, sobre o ponto de vista de Chan de que liberdade demais poderia levar ao caos, como em Taiwan.  O porta-voz de sua empresa de entretenimento, Edward Tang, disse que os comentários de Chan foram tirados do contexto e que Chan pensava apenas que algumas pessoas chinesas deveriam ser controladas. "Seu significado foi distorcido", disse Tang à Reuters.

Chan, um de cerca de dez oradores das Olimpíadas de Surdos, foi vetado para evitar a mistura de esporte com política no evento de setembro, informou a presidente do Comitê Organizador, Emile Sheng.  O ator de 55 anos falou pela última vez em nome da 21ª Olimpíada de Surdos, que acontece em Taipei neste ano, no evento que marcou a contagem regressiva de um ano para o início dos jogos. Ele também esteve no revezamento de tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim no ano passado.

"Nós não concordamos com seu comentário sobre a democracia", disse Sheng. "O ponto de vista do comitê organizador é deixar que os atletas surdos se tornem as personalidades mais importantes do evento."

Alguns promotores públicos de Taiwan também sugeriram que as pessoas boicotem o mais recente filme de Chan, "The Shinjuku Incident", e coloquem limites em seu acesso à ilha, informou o legislador de oposição Tsai Huang-liang. Hong Kong, uma ex-colônia britânica, voltou ao domínio do governo chinês em 1997, como uma "região de administração especial" da China.

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