<i>Watchmen</i> chega aos cinemas pelas mãos de Zack Snyder

"Quem vigia os vigilantes?" Depois de 300 de Esparta é a vez de Watchmen chegar aos cinemas Depois de meses de boataria, agora é certo: Watchmen, obra-prima em quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, ganhará uma versão para o cinema nas mãos do diretor Zack Snyder. Após dirigir 300 de Esparta, Snyder ganhou carta branca para o projeto que deve começar a ser rodado ainda em 2007. Também baseado nos quadrinhos, 300 de Esparta faturou 70 milhões de dólares neste fim de semana de estréia nos Estados Unidos, cobrindo o custo de 65 milhões de sua produção. Segundo o site Hollywood Reporter, no embalo do sucesso do épico com Rodrigo Santoro, dessa vez o diretor Zack Snyder teria solicitado US$ 150 milhões (R$ 300 milhões)à Warner Brothers para produzir Watchmen. Custo muito elevado, o estúdio não cederá mais que US$ 100 milhões. Uma imagem teste feita por Snyder causou rebuliço entre os fãs ao mostrar uma versão em carne, máscara e osso de Rorschach, um dos protagonistas de Watchmen. Sobre quem seria o ator por trás desta e outras fantasias ainda há muitas especulações. Gerald Butler, o rei Leônidas de 300 de Esparta, é uma das preferências do diretor Snyder, mas ainda sem papel definido. Tom Cruise foi cotado para interpretar o arrogante personagem Ozymandias. Possivelmente, Ron Perlman, o Hellboy dos cinemas, também participe, mas por obra do acaso. "Watchmen veio à tona porque Larry Gordon e Lloyd Levin (produtores de Hellboy) tinham os direitos para a adaptação do gibi para o cinema", disse o ator ao site SuperHero Hype. Mas diferentemente dos dois galãs do cinema, "eles ficaram me pressionando para interpretar o Comediante", referiu-se Perlman ao personagem assassinado logo no início da história. Revolução Francesa dos quadrinhos, Watchmen remexeu a maneira de se pensar os quadrinhos desde 1987, ano de sua publicação. Usando o assassinato de um dos personagens como guia da história, a HQ conta o que aconteceria ao mundo se de fato existissem heróis mascarados, suas implicações legais, econômicas e psicológicas. Vencedora do prêmio Hugo de ficção científica em 1988, Watchmen foi listada entre as 100 melhores ficções da Time Magazine desde 1923 graças ao talento de seu autor, Alan Moore. Afamado como um dos melhores roteiristas dos quadrinhos, Moore é conhecido por narrar as mais complexas alegorias políticas através dos mais simples clichês, no caso de Watchmen, a Guerra Fria e os super-heróis. O desafio de adaptá-la ao cinema pode esbarrar no desprezo dos fãs de A Liga Extraordinária, enfurecidos com a versão do quadrinho para as telonas, ou no pálido entusiasmo de quem gostou de V de Vingança, ambos os filmes, baseados nas criações originais de Alan Moore.

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