Itália simula julgamento de "O Código Da Vinci"

Especialistas em história da arte estão realizando um julgamento fictício na Itália para examinar as informações apresentadas no best-seller O Código da Vinci, do escritor americano Dan Brown. O "processo" começou na sexta-feira na cidade italiana de Vinci (onde nasceu o artista Leonardo) com um discurso do diretor do museu Leonardo Da Vinci, Alessandro Vezzosi."Leonardo foi apresentado de forma inapropriada e diminuído", disse ele. Ninguém foi escolhido para defender o livro, mas antecipava-se a presença de muitos fãs da obra (que vendeu 7,5 milhões de exemplares no mundo inteiro) no julgamento.Muitos leitores acreditam na veracidade da história do livro, que traça ligações entre Da Vinci e uma sociedade secreta encarregada de guardar os segredos sobre o Santo Graal.Dan Brown afirma que "toda a arte, arquitetura, rituais secretos, sociedades secretas (relatados no livro) são fatos históricos". Mas O Código Da Vinci é motivo de polêmica entre historiadores, que contradizem a versão apresentada por Brown segundo a qual Jesus teve um filho com Maria Madalena.O "julgamento" acontece no Palazzina Uzielli, em Vinci, perto de Florença. O vigário da cidade, monsenhor Renato Bellini, afirma que o livro traz uma visão imprecisa da seita católica Opus Dei."Este livro apresenta o movimento como um centro misterioso de poder político e econômico que tenta esconder a verdade histórica de Jesus e Madalena, o que é absurdo", disse Bellini.Um representante da Opus Dei vai participar do julgamento fictício.Vezzosi, diretor do Museu Ideal Leonardo Da Vinci, contou que apresentará documentos e fotos que provarão que muitas alegações feitas pelo artista são falsas. Além do romance original, publicado em 2003, cerca de dez outro livros aproveitaram a onda de interesse público no assunto tentando elucidar os fatos de O Código Da Vinci.

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 13h52

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