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Itália recupera quadros de Gauguin e Bonnard abandonados em trem

Obras, orçadas em até US$ 50 milhões, haviam sido leiloadas pelo setor de achados e perdidos de estação por US$ 30

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02 de abril de 2014 | 10h54

A Itália recuperou dois quadros, atribuídos a Paul Gauguin e Pierre Bonnard, roubados em Londres em 1970 e que um funcionário da Fiat em Turim mantinha em sua cozinha, sem saber da autoria e do valor das obras. O Ministro da Cultura italiano Dario Franceschini revelou hoje a história e apresentou as obras: Fruits sur une Table ou Nature au Petit Chien, de Gauguin, avaliado entre US$ 20 milhões e 48 milhões, e La Femme aux Deux Fauteuils, de Bonnard, avaliada em US$ 820 mil.

Segundo os investigadores da polícia italiana, os dois quadros foram roubados em Londres, onde estavam guardados em uma casa próxima ao Regent Park, pertencente a um casal de colecionadores de sobrenome Marks e Kennedy. Eles haviam comprado as obras em junho de 1961, em um leilão. As obras nunca haviam sido encontradas.

Agora, sabe-se que os ladrões levaram os quadros de Londres para Paris, de onde pegaram um trem para Turim. Provavelmente com medo de serem pegos, deixaram as obras no trem. A companhia ferroviária italiana guardou as obras, sem saber do que se tratava, em seu setor de achados e perdidos. Após alguns anos, eles foram leiloados juntamente a outros objetos perdidos em trens. E foi então que o funcionário da Fiat, cujo nome não foi revelado, arrematou as obras por cerca de US$ 30.

No ano passado, no entanto, seu filho, estudante de arquitetura, desconfiado com a semelhança dos quadros com os de pintores pós-impressionistas, procurou especialistas em arte para avaliá-los. E foram eles que avisaram a polícia da possível procedência das obras. Segundo o governo italiano, o casal Marks e Kennedy não deixou herdeiros. E caberá agora à justiça agora determinar a quem pertencem os quadros. 

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