Israel pede fim de exposição na casa de Anne Frank

Depois do episódio em que o embaixador de Israel na Suécia vandalizou uma obra de arte por considerar que o trabalho elogiava terroristas suicidas, o governo de Israel pediu o fim de uma exposição na casa de Anne Frank, em Amsterdã, em que um vídeo compara o premier israelense Ariel Sharon a Adolf Hitler. De acordo com o jornal inglês The Guardian, o trabalho que causou protestos do governo de Israel é um vídeo em que manifestantes mostram cartazes com as figuras de Sharon e Hitler. Os mesmos cartazes traziam a pergunta: "Você vê alguma diferença, porque nós não vemos?". Para Natan Sharansky, ministro do gabinete de Ariel Sharon, a exposição é uma prova, dentre várias que ele diz perceber, do ressurgimento do anti-semitismo na Europa. "Quando na casa de Anne Frank, um dos símbolos da tragédia do povo judeu, Hitler é comparado ao primeiro-ministro Ariel Sharon, não é um debate sobre liberdade de expressão", disse Sharansky. Entretanto, os limites que podem ou devem ser colocados à liberdade de expressão são exatamente o tema da mostra, segundo um porta-voz da exposição. "Usamos o vídeo para realçar o anti-semitismo atual e para perguntar: isto é um excesso de liberdade de expressão?", disse o porta-voz. Ele prosseguiu: "O visitante deve decidir, mas nós categoricamente rejeitamos qualquer comparação entre Sharon e Hitler".

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