Ironia e efeitos especiais para dar um lifting na fábula

Crítica: Luiz Zanin Oricchio

O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2012 | 03h07

Fábulas e contos de fadas podem ser cruéis. Mexem, dizem os psicanalistas (em especial Bruno Betthelheim), com fantasias profundas da infância. A originalidade desta versão da história dos irmãos Grimm está no senso de humor, que procura atenuar o que a fábula contém de mais incômodo. Julia Roberts faz a Rainha Má, enquanto sua vítima, Branca de Neve, é interpretada por Lilly Collins. O príncipe encantado será o bonitão meio insosso Armie Hammer. Há boas piadas em torno do, digamos, profundo interesse da rainha pelas virtudes do príncipe. O tratamento de beleza da rainha envelhecida também é cômico. Assim como a solução encontrada para transformar os sete anões num bando de salteadores. Ou seja, dá-se um banho de loja na velha história, acrescenta-se uma demão de efeitos especiais e alguma ironia. Apesar de tudo, Espelho, Espelho Meu apresenta pouca novidade - com exceção da presença de Julia Roberts num papel clássico de malvada.

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