Iraquianos tentam retomar produção literária

Poetas, romancistas, dramaturgos e intelectuais iraquianos, cujas obras foram censuradas pelo regime de Saddam Hussein, decidiram reunir-se para "reavivar" a arte no país. Segundo a BBC, são mais de 50 autores e pensadores que têm a intenção de formar um comitê para entrar em contato com artistas iraquianos perseguidos por Saddam.Um pequeno edifício de Bagdá, antes ocupado pelos escritores oficiais do partido Baath, será a sede da União dos Escritores e Pensadores Livres. "Estamos aqui para reavivar a literatura banida pelo regime", disse o dramaturgo Aziz Abdul Sahib, acrescentando que todos ali condenavam Saddam.Sahib também contou que muitos escritores foram perseguidos pelo antigo regime, especialmente quando não encaixavam em suas obras saudações ao ditador. "Muitos podem ter sido mortos", disse o poeta Imad Kadhum, lembrando que quando uma obra não agradava a Saddam ou seu filho mais velho, Uday, o autor ia parar na prisão.Além de controlar os escritores, Saddam também cuidava de engrossar, de próprio punho, a produção literária do país. Acredita-se que tenha lançado pelo menos três romances enquanto esteve no poder. Embora o ditador não assinasse as obras, a imprensa oficial cuidava de "sugerir" sua autoria. Invariavelmente, suas histórias "políticas" de amor eram sucessos de crítica. As informações são da BBC. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.Veja o especial :

Agencia Estado,

28 de abril de 2003 | 18h11

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