Irã cancela credenciais para imprensa estrangeira

O Irã proibiu na terça-feira jornalistas estrangeiros de deixar suas redações para cobrir os protestos que ocorrem nas ruas de Teerã por causa da controversa eleição presidencial do país.

REUTERS

16 de junho de 2009 | 17h39

O Ministério da Cultura disse que os jornalistas podem continuar a trabalhar em seus escritórios, mas que estava cancelando as credenciais de imprensa para toda a mídia estrangeira.

"Nenhum jornalista tem permissão de reportar, filmar ou tirar fotografias na cidade", disse uma autoridade do ministério à Reuters.

O anúncio ocorreu após três dias de protestos nas ruas contra o resultado das eleições, durante os quais pelo menos sete pessoas teriam sido mortas.

Os manifestantes atraíram a atenção do mundo por seus protestos no quinto maior exportador de petróleo, que atualmente se encontra em meio a uma disputa nuclear com o Ocidente.

O candidato presidencial derrotado Mirhossein Mousavi cancelou um protesto planejado para terça-feira em um movimento que ele disse ter sido destinado a proteger a vida de seus partidários.

Defensores do presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad planejavam uma contra-manifestação para o mesmo local.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas, com base em Nova York, disse que as autoridades iranianas estão tentando "abafar a cobertura da dissidência".

"Essa censura crua deve terminar imediatamente e todos os jornalistas, estrangeiros ou domésticos, devem ser autorizados a cobrir as notícias históricas que se desdobram no Irã", disse a organização em um comunicado.

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