Iphan tomba Palácio do Alvorada e mais 23 obras de Niemeyer

Em meio às homenagens dos 100 anos, presidente do instituto diz que arquiteto "é a história do século 20"

Alexandre Rodrigues e Teresa Ribeiro,

06 de dezembro de 2007 | 20h16

Em meio às homenagens aos 100 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, que serão completados no dia 15, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombará 23 prédios e monumentos criados por ele em todo o Brasil. A decisão foi ratificada nesta quinta, 6, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que se reuniu no Palácio Capanema, no centro do Rio. O Conselho Consultivo também recomendou ao Iphan um estudo para o tombamento do conjunto da obra do arquiteto. O presidente do Iphan, o arquiteto Luiz Fernando de Almeida, disse que Niemeyer "é a história do século 20, e tudo isso faz parte dessa atenção especial que se está tendo com ele neste momento". Veja também: Vote: qual obra de Niemeyer você prefere?   A lista foi elaborada por Niemeyer e entregue por ele ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, em julho. A princípio, o conselho apreciaria apenas a conservação de 23 obras do projeto de Brasília e da Casa das Canoas, na zona sul da capital fluminense, onde Niemeyer viveu com a família por 12 anos e que tem os documentos, plantas e inventários completos. No entanto, para atender ao pedido do arquiteto, o órgão aprovou também o tombamento provisório de outros 11 marcos arquitetônicos que levam a assinatura dele. Assim, o número de obras do arqueteto a serem tombadas chegará a 35. As medidas burocráticas serão tomadas, posteriormente, pelo Iphan, no prazo de 60 dias. Foram incluídos o Edifício Copan, o Conjunto do Ibirapuera (Auditório e Palácio das Artes) e o Memorial da América Latina, em São Paulo. No Rio, foram acrescentados à lista o Sambódromo, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e o Caminho Niemeyer, em Niterói, no Grande Rio. O arquiteto também pediu a proteção do Centro Cultural Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e o Monumento IX de Novembro, em Volta Redonda (sul fluminense), conservado com as marcas do atentado que o destruiu pouco depois da inauguração, em 1989.  Estão ainda entre os bens tombados o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, e a Torre do Parque de Natal. Em Brasília, a lista de bens tombados inclui os Palácios do Planalto e do Alvorada, a Praça dos Três Poderes, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Também estão na relação a Esplanada dos Ministérios e os Palácios do Itamaraty e da Justiça. Os Memoriais JK e dos Povos Indígenas também estão no rol. Inaugurado em 2006, o Conjunto Cultural Sul, que tem um museu em formato de calota, também foi resguardado. Ele fica ao lado da Catedral de Brasília, um dos poucos prédios que tinham tombamento federal.  Apenas o projeto urbanístico da capital federal havia sido tombado em 1990, impedindo alterações no traçado das ruas do Plano Piloto, alteração do gabarito dos edifícios ou até mesmo modificação da setorização da cidade. Há 20 anos, Brasília foi a primeira cidade do século 20 a ser alçada à condição de patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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