Iódice faz desfile sem rumo

O convite e a passarela da grife de Valdemar Iódice traziam uma régua de costura, e alguns elementos do styling também remetiam à arte de costurar, com almofadas de alfinetes transformadas em pulseiras e tesouras utilizadas como colares. Bem... No meio do desfile já dava para imaginar outra função para os tesourões, picotar, quem sabe, peça a peça, para no final tentar chegar a alguma coleção, né? Agora falando sério: a Iódice fez um desfile sem rumo, nem prumo. Usou a modelagem das salopetes e desconstruiu vestidos e blusas. Começou com detalhes de lastéx e (óhhhh) escreveu umas palavrinhas de ordem (tipo ?líder?) em regatas de vendas imensas. Tachinhas tentavam dar uma cara diferente às peças de jeans, mas só conseguiam pesar a proposta. E misturou-se couro, com babados, com plissados (como na bata em arriscado look total vermelho). Daí vieram as listras coloridas. Impossível não lembrar de Isadora Ribeiro saindo da água em uma abertura do Fantástico nos anos 80. ?Olhe bem... preste atenção... nada na mão, nesta também?. Só faltou a trilha de abertura do programa. E os equívocos se sucederam na tonalidade do jeans. A idéia de uma lavagem com cara de usada ficou mesmo foi com cara de suja, amarelada, que não desperta nenhum desejo de consumo. Tudo foi ainda coroado com um macacão jeans que teimava em deixar os seios da modelo escaparem da modelagem. Para revelar, sem pagar nada a mais por isso, o piercing de Marcele Bittar. Pena.

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