Intervenção visionária pode mudar feições de Salvador

"A mim me bastava que o prefeito desse um jeito na Cidade da Bahia", cantou Caetano Veloso. Não é a prefeitura, mas parece que o governo baiano está encarando o desafio. Um projeto encomendado pela Fundação Baía Viva ao escritório paulistano Brasil Arquitetura sugere uma ampla reformulação da chamada Cidade Baixa de Salvador, e que teve acolhida no governo estadual.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

O Projeto Nova Cidade Baixa idealiza a revitalização da área que vai do Campo Grande à Ribeira (o que inclui as praias do Cantagalo e da Boa Viagem). Ainda há controvérsia na adoção do plano, mas ele é saudado por arquitetos e ambientalistas: a orla receberia novos espaços públicos qualificados, de lazer e utilitários, ciclovias, novas linhas de transporte náutico e terrestre (com um veículo leve sobre trilhos), áreas residenciais de prédios baixos, além de estacionamentos subterrâneos e outras inovações.

"É um projeto viável. E, como motor, é preciso ter em mente o que foi Salvador nos séculos passados até os anos 1950, tomando a sabedoria arquitetônica e urbanística dos nossos antepassados como espelho, ou desafio às novas intervenções", diz o arquiteto Marcelo Carvalho Ferraz, um dos autores do projeto (colaborador de Lina Bo Bardi na revitalização do Sesc Pompeia). "Não é um sonho ou devaneio urbanístico, mas contém sim o sonho de uma cidade melhor e para todos." A equipe de arquitetos (que inclui um escritório baiano) dividiu a Cidade Baixa em cinco grandes áreas - Campo Grande/Praça Cayru; Comércio/Fuzileiros Navais; Jequitaia; Cantagalo/Boa Viagem e Mont-Serrat-Tainheiros/Uruguai. Cada uma receberia obras adequadas às suas especificidades.

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