Instituto será tema de filme

"Aqui falta tudo. Mas a crueldade está quando a criança perde o direito de sonhar. Por isso, tocar em uma orquestra significa muito para elas. É como se fizessem parte de algo. E essa transformação é para a vida inteira."

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2011 | 00h00

Esse credo, recriado nas palavras de Edmílson Venturelli, que já esteve nas salas de aula do Instituto Baccarelli, tem guiado a atividade da instituição desde que o maestro Silvio Baccarelli, comovido pelas imagens do incêndio que destruiu metade da comunidade em 1996, resolveu desenvolver ali um trabalho de formação musical.

Hoje, são cerca de duas mil crianças e jovens que tem aulas no instituto e integram as suas orquestras infanto-juvenis e os 17 grupos corais, além da Sinfônica de Heliópolis. Apadrinhado pelo maestro Zubin Mehta, no ano passado, o grupo fez turnê pela Europa sob direção de Roberto Tibiriçá. E, em 2011, além da temporada de concertos em São Paulo, fará apresentações também pelo interior do estado.

O instituto ocupa um complexo na Estrada das Lágrimas, que corta a favela, uma das maiores do mundo, com quase 200 mil moradores. Até agora já foram construídos dois prédios de salas de aula onde atuam professores de algumas das principais orquestras do País, como a Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sinfônica Municipal. O projeto prevê ainda a construção de um teatro de cerca de 500 lugares, que ainda depende de patrocínio.

Também já está em fase de produção um filme sobre a história da orquestra e do instituto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Sérgio Machado. As filmagens devem ocorrer ao longo deste ano e o lançamento está previsto inicialmente para o primeiro semestre do ano que vem.

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