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Instituto Brasileiro é a OS que vai gerir o teatro por 4 anos

Única entidade a atender a convocação pública tem pela frente desafios como a contratação de artistas dos corpos estáveis

O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2013 | 02h09

A Fundação Teatro Municipal de São Paulo já assinou contrato com uma organização social que fará a sua gestão. Trata-se, segundo José Luiz Herencia, diretor executivo da fundação, do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, única OS a atender à convocação pública de entidades interessadas em gerir o teatro.

O contrato de quatro anos já vale para a temporada do segundo semestre de 2013, período que a Prefeitura vai avaliar como se deu a parceria. O contrato, caso algumas das partes não cumpra com os objetivos estabelecidos, pode ser rescindido. "Esse é um modelo novo de gestão cultural dentro da estrutura da Prefeitura e nosso objetivo é ter a função pública do teatro como foco principal", ressalta Herencia.

A chegada de uma OS era uma das questões a serem resolvidas para que o teatro pudesse lidar com problemas estruturais antigos, como a contratação dos artistas dos corpos estáveis - orquestras, corais e balé, além das equipes das escolas ligadas ao teatro -, que trabalhavam com contratos temporários. A solução definitiva, no entanto, ainda não foi tomada. "A fundação permite a contratação segundo o regime de CLT, mas isso não se resolve rapidamente. Há todo um passivo de direitos dos artistas a ser equacionado. Por conta disso, foram assinados contratos de seis meses, até o fim do ano. E vamos negociar a melhor forma de, já em 2014, resolver a questão."

Segundo Herencia, o Municipal conseguiu com a Prefeitura suplemento de R$ 19 milhões para o orçamento deste ano, que era de R$ 64 milhões. "Havia um déficit, identificado assim que assumimos o teatro, no começo do ano. Não estava prevista no orçamento original, por exemplo, a verba para administração e manutenção da Praça das Artes", diz Herencia.

Para ele, é fundamental que o teatro estabeleça relação mais próxima com a iniciativa privada. "Mas o que interessa é a mudança no paradigma dessa relação. Um patrocinador não vai bancar um espetáculo mas, sim, a instituição. O teatro deve ser pensado a longo prazo, como uma instituição sólida, e não apenas como a sucessão de eventos." / J.L.S.

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