Instituto assume arquivos de Pixinguinha

O Instituto Moreira Salles (IMS) anunciou na quarta-feira que está assumindo a guarda do arquivo do compositor carioca Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha (1897-1973), e do acervo do crítico e historiador José Ramos Tinhorão.O acervo de Pixinguinha - que inclui, segundo o instituto, cerca de uma centena de partituras inéditas - será organizado e mantido na sede do instituto na Avenida Marquês de São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro. O de Tinhorão vai para a sede do Instituto Moreira Salles na Avenida Paulista, em São Paulo, e sua guarda e organização estará sendo chefiada pelo próprio Tinhorão, que foi contratado pela instituição para esse fim."A família do Pixinguinha nos procurou no momento em que percebeu que era preciso ter condições para desenvolver e manter o trabalho de divulgação e organização da obra dele", disse Antonio de Franceschi, do Instituto Moreira Salles. "Mas nós nos tornamos apenas curadores, guardiões da obra de Pixinguinha; os direitos continuam com a família dele."Com a aquisição do acervo, o instituto passa a dedicar-se a uma nova área cultural, a MPB (as outras áreas de atuação sistemática são fotografia, cinema, literatura e artes visuais). Em agosto, o IMS já tinha adquirido a biblioteca do crítico teatral paulista Décio de Almeida Prado, que deverá estar, em breve, disponível para consultas do público.O acervo de Pixinguinha é formado por cerca de 3 mil partituras, 300 fotografias, medalhas, troféus, placas de homenagens e a Chave da Cidade de Porto Alegre. Entre os objetos pessoais que integram a coleção estão flauta, relógio, caixinha de palhetas e as penas que Pixinguinha utilizava para escrever suas partituras, além de recortes de imprensa. Os registros da memória oral de Alfredo Viana Neto, filho de Pixinguinha, também fazem parte do arquivo.Natural de Santos (SP), José Ramos Tinhorão, de 72 anos, é autor de uma extensa e diversificada obra sobre temas relacionados com a MPB, especialidade em que se consagrou, tendo publicado até o momento 20 livros e um sem-número de artigos. Teve origem nessa intensa atividade intelectual a formação de seu acervo.Seus arquivos possuem notações, artigos, revistas, discos, partituras e fotografias raras. Do mesmo modo que o acervo de Pixinguinha, o de José Ramos Tinhorão também vai estar disponível para consultas ao público.

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