Inglaterra abre inquérito sobre morte de Diana

Depois de seis anos de especulações e de teorias conspiratórias, o Reino Unido abre o primeiro inquérito sobre a morte da Princesa Diana e de seu namorado Dodi Fayed em 1997. Um especialista em esclarecer casos duvidosos, Michael Burgess, começará a investigar nesta terça-feira, as causas do acidente que matou a Princesa de Gales. As leis exigem que sejam investigadas as mortes de causas não-naturais de britânicos ocorridas no exterior e que não tenham sido bem esclarecidas. Ainda não está claro se a investigação vai cuidar separadamente do caso de Diana e de Fayed e quais seriam os dados novos a serem analisados.Uma porta-voz de Burgess disse que ele esperou o término dos procedimentos legais na França para iniciar o processo. Ele planeja realizar duas audiências nesta terça-feira e marcar outras para uma data posterior, sem precisar a data, informou a porta-voz que pediu anonimato.O inquérito deve examinar as circunstâncias em que ocorreu o acidente e a causa das mortes de Diana e Fayed declarada pelos médicos. Ele disse no mês passado, ao anunciar a investigação que vai explicitar seu plano de a;cão e o tipo de evidência que espera encontrar.O pai de Fayed, o multimilionário egípcio Mohammed al Fayed, que acredita que seu filho e Diana foram assassinados, tem pedido insistentemente para que seja aberto um inquérito público sobre suas mortes e disse que a ação de Burgess é muito limitada.O porta-voz de Fayed, Chester Stern, disse ele pretende assistir as duas audiências e está disposto a testemunhar caso Burgess o convoque. O empresário disse que está cedidido a revelar a verdade sobre a morte de seu filho e Diana. Segundo ele, foram encobertas as reais circunstâncias do acidente. Muitos britânicos parecem compartilhar de suas supeitas, apesar da família de Diana descartar a hipótese de assassinato.Um juiz francês determinou em 1999 que foi um acidente e uma investigação concluiu que o chofer Henri Paul, que também morreu, havia bebido e dirigia em alta velocidade.

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