Indústria fonográfica comemora recuperação

2012 será lembrado como o ano de recuperação da indústria fonográfica. Com uma arrecadação mundial de US$ 16,5 bilhões, foi a primeira vez, desde 1999, que o mercado musical global registrou um aumento em sua receita bruta. O crescimento foi tímido, de apenas 0,3%, mas representa um grande avanço no setor que é um dos mais afetados pela pirataria.

AE, Agência Estado

27 Fevereiro 2013 | 09h37

Dois fatores são apontados como os principais responsáveis por essa mudança: o aumento expressivo das vendas digitais e a expansão de mercados internacionais como a Índia e o Brasil.

Somente no mercado digital de música, houve um aumento de 9% de receita em relação ao ano anterior, fechando 2012 com US$ 5,6 bilhões de arrecadação. É o segundo ano consecutivo que as vendas digitais registram um crescimento acelerado, e já respondem por 34% de toda a arrecadação do setor. Os números da indústria foram divulgados ontem no Relatório de Música Digital no Mundo, elaborado anualmente pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

"No início da revolução digital, era comum dizer ?o meio digital está matando a música?. Mas a realidade é que o digital está salvando a música. Nós atravessamos uma desafiadora década de transição. Deve haver alguns solavancos no caminho mas, no geral, será uma trajetória de crescimento para a indústria", disse Edgard Berger, presidente da Sony Music Entertainment.

Com a difusão dos aparelhos portáteis, como os tablets e smartphones, os consumidores puderam ter acesso expandido a seus artistas preferidos. O lançamento de serviços em nuvem por grandes empresas como Google, Amazon e Microsoft, a exemplo do já praticado pela Apple, ampliou o leque de opções disponíveis para quem quer consumir música na internet. "A experiência de serviços em nuvem dá acesso contínuo a bibliotecas de música, e isso não só dá ao consumidor uma sensação maior de propriedade, porque eles têm mais confiança no arquivo digital, como também o encoraja a ingressar em um ecossistema legalizado", avalia Francis Keeling, diretor comercial para negócios digitais da Universal Music Group.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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