Independência em alta no novo 'Profissão Repórter'

Ligar para pedir ajuda está fora de cogitação. O negócio agora é se virar sozinho. É assim que os aprendizes do "Profissão Repórter", que reestreia nesta terça, às 23h30, na Globo, terão de trabalhar na nova temporada do programa. Segundo Caco Barcellos, chegou a hora de seus pupilos aprenderem como se faz uma reportagem por seus próprios méritos.

AE, Agência Estado

03 de abril de 2012 | 10h33

"Vamos dar ênfase a um processo de imersão. Nossos repórteres irão às ruas sozinhos. Nos primeiros três anos, eles atuaram em dupla, mostrando diferentes ângulos de uma mesma história. Na nova temporada, o público vai vê-los sozinhos, sem a companhia de cinegrafistas, de produtores e de técnicos", adianta o jornalista.

Nos últimos episódios de 2011, dois integrantes da equipe foram sozinhos à Europa e à África para fazer a cobertura da crise econômica. A mudança serviu como deixa para a nova fase do jornalístico. O produto final, porém, terá uma ajuda dos veteranos. "O processo de aprendizado é permanente e envolve o nosso time mais experiente de retaguarda. Nossos editores têm um papel colaborativo fundamental para o crescimento dos novatos", conta Barcellos.

Fazer parte de um programa conhecido faz com que os telespectadores se tornem colaboradores. "Alguns me acompanham desde a infância. Muita gente aproveita para contar suas histórias e para ajudar a realizar as reportagens. Dão abrigo em situações de perigo, facilitam a entrada em lugares de difícil acesso e a encontrar testemunhas", revela.

Na TV desde os anos 1980, o jornalista diz que o fato de estar há mais tempo no mercado não o faz estar sempre seguro de suas decisões. "Minha postura não é a de um professor nem a deles de alunos. Minha experiência maior não me habilita a definir os rumos se eu não for o mais bem informado. Nem sempre o melhor caminho a seguir é o apontado por mim", avalia. As informações são do Jornal da Tarde.

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