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Impixes

Mesmo sendo investigado por todos os lados, Trump continua entusiasmando seu eleitorado e quanto maior a maluquice, maior o entusiasmo

Luis Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2019 | 02h00

Os democratas americanos estão numa enrascada. Desde que o republicano Nixon foi corrido da presidência dos Estados Unidos em 1974, nenhum presidente pareceu tão “impeachável” quanto Trump. As razões para tirá-lo do governo se amontoam. As razões para derrotá-lo nas próximas eleições se multiplicam. O Partido Democrata só precisaria escolher que espécie de humilhação quer aplicar no maluco da Casa Branca. Qualquer candidato de qualquer ala do Partido Democrata – do velhinho socialista Bernie Sanders à jovem deputada filha de porto-riquenses do Brooklyn, que está assombrando os velhinhos – sucederia Trump com facilidade. Certo?

Errado. Trump continua entusiasmando seu eleitorado e quanto maior a maluquice, maior o entusiasmo. Ele está sendo investigado por todos os lados e acusado até de traidor da pátria, mas sua popularidade continua a mesma do tempo em que as pesquisas mostravam que ele iria ser eleito presidente da República e ninguém acreditava. Há dias, Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara, frustrou a expectativa dos que querem derrubar o governo anunciando que um processo de “impeachment” dividiria a nação, sem garantir a derrota de Trump. Não era a hora, disse.

Pelosi estaria pensando no quase “impeachment” do Bill Clinton, quando a nação inteira parou para discutir se felação era um ato sexual ou não. Nenhuma dúvida parecida abalaria Trump. Dizem que existem tapes gravados num quarto de hotel de Moscou, Trump com três moças treinadas pelo KGB para dar o máximo prazer , fazendo de tudo, inclusive, “golden shower”, o que, dizia ele para as moças, explicava o tom dos seus cabelos. Quando os russos tentaram chantagear Trump, ameaçando publicar os tapes, ele pediu: “Quero um deste, dois destes...”.

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O belo samba-enredo campeão da Mangueira teve vários autores. Faltou dar um destaque para Manuela Oiticica, a Malu da Cuica. O Aldir Blanc não faz por menos: diz que é a melhor letrista do Brasil

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