Imperfeições familiares valem como inspiração para trama

Filme também relembra o primeiro amor, as incompreensões trazidas pela adolescência e os caminhos opostos

O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2014 | 02h07

"Minha mãe ficou doente, logo depois morreu e meu pai tinha falecido um pouco antes. Eu não estava preparado nem para a perda, nem para cuidar deles. Um pouco depois da morte da minha mãe, escrevi a história que se transformou, com um pouco de ficção, nesse filme", conta o diretor David Dobkin. Conhecido por fazer comédias, entre elas Penetras Bom de Bico e Eu Queria Ter a Sua Vida, Dobkin se aventura em uma história que acredita espelhar a realidade americana. "Acho que nos Estados Unidos saímos de casa muito cedo e quebramos essa relação familiar, os filhos não visitam os pais, não existem mais esses laços. O Juiz é sobre esta situação, nossas famílias não são perfeitas, sempre lutamos por causa do comportamento dos outros, acho importante nos curarmos disso".

Além do drama familiar, o filme também relembra o primeiro amor, as incompreensões trazidas pela adolescência e os caminhos opostos que os (ex-?) apaixonados trilham na vida. Samantha, personagem de Vera Farmiga (Amor Sem Escalas) é a paixão da puberdade de Hank. A atriz se emociona ao lembrar do próprio primeiro amor e deixa claro que como na arte, na vida real também teve algo mal resolvido. "Acho interessante esse papel da mulher que ficou no interior enquanto o ex saiu para cidade grande e ver como ela cresceu, o que conquistou e de repente encontra essa sinfonia inacabada. Ela é muito forte, mas ao mesmo tempo alguns detalhes da vida o tornam frágil, como qualquer pessoa forte."

Susan Downey, esposa de Downey Jr., foi quem primeiro se apaixonou pelo projeto e o levou à produtora do casal Team Downey. Grávida de oito meses, ela fala do filme como mais um filho que traz ao mundo com o parceiro da vida e da arte. Quando questionada como é trabalhar com o marido, é só elogios: "Fazemos isso há um bom tempo, nos conhecemos em um set de filmagens há 12 anos, acho que esse é nosso sétimo filme juntos, mas como esse foi o primeiro da Team Downey, provavelmente colocamos mais pressão em nós mesmos. Adoramos nossa parceria e nossa vida pessoal e profissional acaba sendo uma só. A gente tenta parar de falar no assunto em casa, mas 20 minutos depois já estamos conversando sobre trabalho novamente. Ele tem uma energia incrível".

Downey Jr. não deixa por menos: "Aprendo muito com ela, por isso que continuo a deixando grávida (risos). Porque eu simplesmente gosto muito dela". O segundo filho do casal (sem contar os filmes) nasce em novembro. / C.K.

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