Ídolos que agora são seus fãs

Com seu quarto disco sendo lançado em 35 países, Chico Pinheiro, ao ser indagado se o Brasil ficou pequeno demais para ele, responde: "O mundo ficou pequeno. Com a internet, parece que tudo vai mais rápido. Tem sido assim com a minha carreira, mas tudo tem acontecido por muita casualidade, eu nunca forcei nada dessa coisa de ir para fora do Brasil."

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

Nesse movimento de expandir seu trabalho para o exterior, sem esquecer de seu país, Chico tem visto muitos de seus ídolos virarem seus fãs. Foi assim com Anthony Wilson, com Brad Mehldau, Dianne Reeves, Bob Mintzer e Stevie Wonder.

O último ia até participar desse disco, mas estava em turnê pela Austrália e a gravadora não pôde esperar pela chegada do compositor, cantor e pianista aos Estados Unidos. "Foi mais por uma questão mercadológica. A gravadora disse que não dava para esperar um mês. O Stevie grava na casa dele mesmo. Vai ter que ficar para uma próxima oportunidade", declara o violonista.

O caso mais curioso nessas relações de admiração ocorreu com Bob Mintzer. De 1998 para 1999, em trabalho de conclusão de curso na faculdade de Berklee, Chico analisou a maneira de compor e escrever partituras do compositor, arranjador e saxofonista americano. "Ele revolucionou a maneira de escrever para big bands na década de 1990. Quando eu contei isso para o Bob, no estúdio, enquanto gravávamos, ele ficou superemocionado."

CHICO PINHEIRO

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