Ícone da década de 1950, ex-modelo Bettina Graziani morre aos 89 anos

Ícone da década de 1950, ex-modelo Bettina Graziani morre aos 89 anos

Ela era musa de estilistas como Christian Dior, Givenchy e Jacques Fath

Mariana Belley, O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 14h38

Seu nome, na verdade, é Simone Micheline Bodin. Mas foi como Bettina Graziani que a ex-modelo francesa conquistou fama e sucesso. O apelido foi dado pelo estilista Jacques Fath amigo e um dos responsáveis pelo apogeu de Bettina, além de ser um das três principais influências da alta-costura ao lado de Christian Dior e Pierre Balmain no pós-guerra. Bettina nasceu em 1925 em Laval, na França, e faleceu nesta segunda-feira, 2, em Paris, aos 89 anos.

Moderna, dona de admirável beleza, glamour e elegância, Bettina era musa de estilistas como o próprio Dior e Hubert Givenchy e foi nas passarelas vestindo criações desses grandes nomes da moda,  que a top conquistou público e admiração.


Dior a fez desfilar para seu New Look e a escritora Françoise Sagan dedicou a ela um artigo na Vogue Paris, intitulado "A eminência ruiva". Bettina tinha cabelos ruivos, olhos marcantes e cintura fina. Em 1952, Givenchy criou a "blusa Bettina" em sua homenagem. O modelo, feito de tecido de camisaria, gola aberta, mangas com diversos babados e bordado inglês, foi um das criações de maior sucesso do estilista.

Além de cruzar a passarela desses estilistas, foi na capa das revistas que Bettina alcançou notoriedade em todo o mundo. Já posou para as lentes de grandes fotógrafos internacionais como Henri Cartier-Bresson, Irving Penn, Robert Doisneau, Erwin Blumenfeld e recentemente Pierre & Gilles e Mario Testino. No auge de sua carreira, que terminou em 1955, Bettina era a modelo mais bem paga.

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