ICI mostra as novas modalidades da gravura

Trabalhos que trazem novas técnicas e abordagens à arte da gravura poderão ser vistos a partir deste fim de semana na mostra São ou Não São Gravuras? , dividida em três capitais. Enquanto Brasília e Belo Horizonte recebem obras de artistas que inovam no estilo, a exposição de São Paulo ficou reservada aos gravadores mais "tradicionais". Todas as mostras serão na sede dos respectivos institutos Itaú Cultural. Os acervos das três cidades são distintos, mas está prevista a itinerância pelas três cidades, ao fim de cada mostra.O desmembramento e a simultaneidade das exposições foi idealizado justamente para contrapor cerca de mil obras de 86 gravuristas, entre eles Evandro Carlos Jardim, Amilcar de Castro, Maria Bonomi e Regina Silveira. Com o projeto, o Eixo Curatorial 2000 encerra suas atividades. "A gravura eletrônica ou plotagem são coisas que já não mais respondem aos conceitos tradicionais do que define-se convencionalmente como gravuras", disse o diretor-superintendente do Itaú Cultural, Ricardo Ribenboim, ao explicar o evento. Segundo ele, a discussão começou depois das experiências de alguns artistas, considerado gravadores, com materiais distintos, como o laser usado por Regina Silveira, em substituição aos já consagrados processos de xilogravura e litogravura, que recorrem à madeira ou pedra no processo de impressão. As exposições de Brasília e Belo Horizonte contam com cerca de 30 artistas, como Emanuel Nassar, Alex Cabral, Laurita Salles, Iran do Espírito Santo entre outros, que atualmente fazem tais experiências. Na de São Paulo os tradicionais estarão divididos em oito temas: A Gravura Moderna, Das paixões, Sobre o Político, Abstratos Concretos, Os Signos, Os Gestos: Simbolização, Técnica e Procedimentos, Metáforas Cruzamentos e A Cidade: Encontros. Extensão cultural - Na abertura da mostra na capital paulista será lançado o livro Gravura - Arte Brasileira do Século XX (270 páginas), com um ensaio de Leon Kossovitch e Mayra Laudanna e outro de Ricardo Resende, curador da mostra. A função da obra é documentar e complementar as exposições. Haverá também ações multidisciplinares como o lançamento de um videodocumentário do crítico e cineasta Olivio Tavares de Araújo, a realização de um seminário sobre o tema e ainda uma série de oficinas para crianças e interessados, com direito a um ateliê e visitas monitoradas por críticos ou artistas convidados, a partir da segunda semana. Segundo Ribenboim, a exposição vai traçar um panorama da gravura brasileira, além de mostrar instrumentos para que cada visitante tire suas conclusões, se são ou não gravuras.Belo Horizonte - De 24 de novembro a 26 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h no Itaú Cultural de Belo Horizonte, Rua Goitacazes, 29. Tel (31) 3222-8160. Brasília - Aberta ao público do dia 26 de novembro a 26 de janeiro. De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h na Galeria Itaú Cultural Brasília, SCS Quadra 3bl. A n.30. Tel (61) 322-1803. São Paulo - Aberta ao público do dia 26 de novembro a 18 de fevereiro. Terça a sexta-feira, das 10 h às 21horas. Sábado, domingos e Feriados das 10 às 19h. Avenida Paulista, 149. São Paulo-SP. Tel: (11) 238-1700. Livro Gravura - Arte Brasileira do Século XX - solicitações devem ser enviadas aos cuidados do Núcleo de Difusão/ Atendimento- Av. Paulista,149. Cep 01311-000. São Paulo. O livro estará disponível no começo de 2001 nas livrarias.

Agencia Estado,

25 de novembro de 2000 | 23h15

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