Ibope começa a medir programa gravado e visto fora do tempo real

A parcela de telespectadores que grava um programa para vê-lo quando quiser, recurso normalmente disponível em DVR, via TV paga, ainda é ínfima na determinação dos hábitos de audiência. Mas, dado seu crescimento em alta velocidade, já merece a atenção do Ibope e de um mercado de televisão que tenta convencer o anunciante de que seu programa hoje vai bem além da exibição em tempo real e da tela do televisor fixo.

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2013 | 02h22

Ainda que o programa gravado permita ao telespectador pular o intervalo comercial, há os merchandisings em cena e as várias chances que o chamado time shifting viewing oferece na valorização daquele conteúdo. "Um espectador pode, por exemplo, assistir àquele programa depois de sua estreia e só a partir dali passar a acompanhá-lo em tempo real", explica Antonio Wanderley, Chief Marketing Officer (CMO) do Ibope.

O instituto já vem realizando os primeiros testes desse hábito, usando, para tanto, a mesma mostra de assinantes que já usa para medir TV paga. O reconhecimento do programa em exibição é feito por meio do áudio. Nas contas do CEO do Ibope Media, Orlando Lopes, o mercado televisivo já poderá trabalhar com esses dados a partir do primeiro trimestre de 2014.

Numa etapa seguinte, ainda no ano que vem, o Ibope passará a medir a audiência de vídeo por demanda, seja por operadora de TV paga, seja via TV everywhere (web). Num futuro não muito distante, a ideia é somar todas essas audiências à plateia da TV linear e de mobiles, que também já vêm sendo mensurados, para balizar o valor real de um programa.

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