IBGE terá sistema de informações sobre cultura

Até o fim de 2005, os dados sobre cultura coletados em estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) ou a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), entre outras, estarão agrupados em uma única rubrica que será o início de um sistema de informações sobre cultura. Um convênio nesse sentido foi assinado na semana passada entre o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, e o ministro da Cultura, Gilberto Gil, que vinha reivindicando a inclusão do setor nas estatísticas oficiais desde que assumiu a pasta, há quase dois anos. "Esse conhecimento é necessário para dar visibilidade à atividade cultural e para planejar políticas públicas. O objetivo não é facilitar a reivindicação de mais verbas para o setor, embora essa seja uma das conseqüências da apuração desses dados, já que o aspecto financeiro permeia cada vez mais esta e outras atividades", disse Gil.A última pesquisa do IBGE específica sobre a atividade cultural data de 1985, embora dados como o número de teatros, cinemas, livrarias e outros pontos culturais estejam presentes em estatísticas do órgão. O MinC tem um estudo de 1998, A Economia da Cultura, feito pela Fundação João Pinheiro, e um convênio com a Pontifícia Universidade Federal do Rio de Janeiro (PUC-RJ) para atualizar esses dados. Gil considera necessário saber como e quanto a cultura influi no PIB e qual a proporção do Brasil com relação a outros países da América Latina. Na área econômica e demográfica, o IBGE já mantém convênios com outros países para essas medições. "Há algum tempo sentíamos a necessidade de ter a cultura em nossas pesquisas, mas por enquanto não será possível incluí-la nos mesmos parâmetros de outras atividades econômicas, como indústria e agricultura", explicou Eduardo Pereira Nunes. "O IBGE já mede alguns dados em suas estatísticas e, num primeiro momento, vamos unificar numa só rubrica todas as informações. Em 12 meses teremos este estudo concluído, mas antes precisamos saber com o MinC quais são as prioridades da pasta."

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