Howler, a nova sensação do rock

Era 1979 quando o grupo Replacements começou sua trajetória, em Minneapolis, no estado de Minnesota (EUA), esmiuçando suas guitarras no que depois seria conhecido como punk rock. Na linha de frente, Paul Westerberg e sua entusiasmante voz calibrada no álcool. Em 86, os Mats (como eles também eram chamados) foram banidos do programa de TV Saturday Night Live, porque estavam bêbados demais. Jordan Gate-Smith sequer havia nascido. Hoje aos 20 anos, ele é vocalista e guitarrista da sensação do rock, o Howler (leia-se ?ráuler?). E quer ocupar o posto de Westerberg como o novo amalucado que saiu de Minneapolis para chacoalhar o mundo. "Ele é demais! Tanto seu trabalho no Replacements como a carreira solo. O maior dos bastardos. É o meu cara", diz Gatesmith, por telefone ao JT, direto de Amsterdã, na primeira turnê europeia.

AE, Agência Estado

23 Fevereiro 2012 | 08h55

Antes de voltar aos EUA, o Howler fará uma parada no Brasil para duas apresentações no Beco 203, amanhã na filial paulistana e sábado em Porto Alegre. A perna brasileira da turnê foi incluída graças à iniciativa de financiamento coletivo do site Playbook, que reuniu um total de R$ 31 mil para a realização dos shows.

Tudo soa surreal para uma banda que nasceu há dois anos, com shows em bares pequenos. Em fevereiro do ano passado, veio o EP This One?s Different e, com ele, o apelido de "Strokes do grunge", dado pela revista americana Q. O jornal inglês The Guardian foi além, e colocou a turma de Minneapolis como um híbrido da banda liderada por Julian Casablancas, com The Drums (sensação de 2010) e Vaccines (sensação de 2011). Comparações não faltam para tentar explicar uma banda que tem como suas principais características duas guitarras ligadas no máximo volume, um teclado que traz alguma luz às melodias e um dos vocalistas com a voz mais desleixada a surgir nos últimos anos, azeitada num tratamento que inclui cervejas e cigarros.

Tudo para tentar entender o que faz o Howler ser tão comentado e ouvido pelos mais antenados. Gatesmith ainda se diz assustado com todo o hype que se formou envolta dele e de seu grupo - todos garotos de 20 e poucos anos. "É muito louco pensar que estamos indo para o Brasil. Estou agora na Holanda. Tudo isso é um pouco assustador", explica o vocalista. "Mas, ao mesmo tempo, vou passar os próximos cinco ou seis meses longe de casa, morando em hotéis, por causa da turnê. E sou muito feliz por isso." As informações são do Jornal da Tarde.

Howler - Beco 203. Rua Augusta, 609, Consolação. Tel.: 11-2339-0358. Abertura da casa, às 22h; show, à 0h. R$70 (primeiro lote). Ingresso no site www.playbook.com.br.

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