Hospital Matarazzo abrigará a 17ª Casa Cor

Pelo terceiro ano, a Casa Cor será montada em um prédio antigo. Em 2000, a Cinemateca foi palco do maior evento de decoração do País. Dois anos depois, a mostra ocorreu no prédio onde funcionou uma unidade da Febem, no Pacaembu. Agora, do dia 27 a 9 de julho, será a vez do antigo complexo hospitalar Matarazzo. A 17ª Casa Cor será a maior edição do evento. Vai reunir 140 arquitetos, decoradores e paisagistas, em 110 ambientes, e deve receber 100 mil visitantes.As obras necessárias para transformar o prédio começaram no dia 10 de março e envolvem cerca de 1.300 pessoas. Segundo o diretor da Casa Cor, Roberto Dimbério, o imóvel foi escolhido pelo desafio que representa. "Queremos mostrar que é possível usar um prédio vazio e transformá-lo em uma área residencial", diz. "E reintegrar um imóvel histórico à paisagem urbana, tornando-o útil à comunidade."A área residencial terá nove apartamentos e um estúdio, além de partes inéditas, como a cocheira. O maior ambiente da mostra abrigará uma dupla de puros-sangues portugueses, que serão assistidos por veterinários e tratadores.Como o prédio é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), todas as mudanças precisam ter tratamento diferenciado, como revestimento de madeira nas paredes e forro no piso para evitar danos.Com o encerramento das atividades da Casa Cor, diversos aspectos da recuperação serão mantidos. A lista abrange os três conjuntos de banheiros, a pintura interna dos prédios, a recuperação da fachada de mármore e o teto da maternidade, o conserto do elevador pantográfico, a limpeza e a reposição dos vidros e o reparo de pontos estratégicos da fachada, dos muros e das calçadas. Parte da renda obtida com o evento irá para o Lar Escola São Francisco, que cuida de portadores de deficiência física.

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