Hospitais tratam vício em jogo eletrônico

Crianças e adolescentes que permanecem horas diante do computador jogando ou conversando em sistemas de mensagem online podem ser dependentes eletrônicos. Por isso, a Santa Casa de Misericórdia do Rio decidiu abrir um ambulatório para tratar de jovens que sofrem desse tipo de compulsão. O serviço começa a funcionar no próximo mês. "É algo tão grave quanto adultos viciados em jogo ou em álcool", diz Fábio Barbirato, de 40 anos, chefe da psiquiatria da Santa Casa do Rio. Segundo ele, há casos de jovens que chegam a roubar dinheiro para ir a lan house.

AE, Agencia Estado

15 Fevereiro 2010 | 10h08

Em São Paulo, o Hospital das Clínicas acompanha jovens e adultos viciados em internet desde 2006. E a PUC-SP criou em 1998 um serviço de orientação psicológica via e-mail que ajuda viciados em internet de todo o País.

Segundo especialistas do HC, pessoas que se encaixem em pelo menos cinco dos oito itens abaixo devem procurar ajuda psicológica porque podem estar fazendo uso abusivo da internet. São eles:

- Preocupação excessiva com a internet

- Necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação

- Ter de fazer esforços para diminuir o tempo de uso da internet

- Apresentar irritabilidade e/ou depressão

- Apresentar instabilidade emocional quando o uso da internet é restrito

- Permanecer mais tempo conectado do que o programado

- Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo

- Mentir para os outros a respeito da quantidade de horas conectadas

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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