'Hora do Rush 3' mantém ritmo de aventura cômica

Longa aposta na química da dupla Jackie Chan e Chris Tucker e na emoção das lutas no alto da Torre Eiffel

Reuters,

07 de setembro de 2006 | 14h05

Terceiro capítulo da bem-sucedida franquia criada em 1998, Hora do Rush 3, que estréia nesta sexta-feira, 7, mantém o ritmo de aventura cômica, apostando na química da dupla Jackie Chan e Chris Tucker e na emoção das sequências de luta no alto da Torre Eiffel, em Paris.   Assista ao trailer de 'Hora do Rush 3' Jackie Chan reassume o papel do inspetor Lee, que atua aqui como guarda-costas do embaixador Han (Tzi Ma). No dia em que este faz um importante pronunciamento numa corte que investiga o crime organizado internacional, em Los Angeles, Han sofre um atentado a bala.O atirador é velho conhecido de Lee. Trata-se de seu irmão de criação, Kenji (o ator japonês Hiroyuki Sanada, de O Último Samurai). Como Lee não tem coragem de atirar em Kenji naquele momento, o caso se complica. Mais uma vez, o inspetor vai precisar da ajuda de seu atrapalhado colaborador, o policial de Los Angeles James Carter (Chris Tucker).Por conta das confusões que armou no passado, neste momento Carter está apenas orientando o trânsito numa esquina de Los Angeles. É justamente a perseguição de Lee ao irmão atirador pelas ruas da cidade que vai recolocar Carter na história. E os dois vão procurar pistas da conspiração em Paris.No filme, como na vida real, há alguma rivalidade entre franceses e americanos. Humoristicamente, o roteiro de Jeff Nathanson dá uma chance de revide aos franceses, através da figura um tanto sádica do inspetor (o diretor Roman Polanski) que recebe os dois policiais no aeroporto e lhes dá um tratamento bastante bruto.Também se mostra disposto a um acerto de contas o motorista de táxi George (Yvan Attal, de Munique). Mas, finalmente, ele fica emocionado de ajudar os policiais vindos dos EUA a escapar de um bando de motoqueiros, porque acaba participando da corrida mais emocionante de sua vida nas ruas de Paris. Daí em diante, ele não quer mais ficar longe deles.O que está em jogo é uma misteriosa lista dos votantes da Tríade, a mortal máfia chinesa. Na busca de tentar encontrá-la, Lee e Carter vão protagonizar muitas correrias e lutas, as mais eletrizantes tendo como cenário o cartão postal mais famoso de Paris, a Torre Eiffel.Os efeitos especiais têm claramente um papel importante nesta parte do filme, mais uma vez dirigido por Brett Ratner, também diretor de Hora do Rush (1998) e Hora do Rush 2 (2001), filmes que faturaram, respectivamente, US$ 247 milhões e US$ 347 milhões apenas nos EUA. Apesar do sucesso, em alguns momentos o veterano Jackie Chan parece um pouco cansado desta vida superatlética que leva no cinema já há 45 anos. Chan tem 53 anos. Pode ter fôlego para muitos filmes daqui em diante. Mas a franquia Hora do Rush, embora simpática, parece que já deu o que tinha de dar.(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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