JOÃO CALDAS F
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Homens à deriva no aqui e agora

O ator e diretor André Garolli lança dia 29, segunda, o projeto Homens à Deriva

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 02h00

Informação é sempre luz no caminho e discussões fundamentais como neste calor da hora. O ator e diretor André Garolli lança dia 29, segunda, o projeto Homens à Deriva. Serão apresentadas quatro peças teatrais e mesas de discussão durante um mês na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Quatro seminários levarão à entidade o médico Dráuzio Varela, para falar sobre o sistema penitenciário, Maria Silvia Betti, sobre Tennessee Williams, Elena Vássina, sobre Stanisláviski, e Analy Alvarez, Luiz Serra e ZéCarlos Andrade para falar sobre teatro e fazer uma releitura da Ditadura Militar. A entrada é grátis tanto para assistir às peças, todas com direção de Garolli, como para as mesas de discussão.

QUATRO X QUATRO 

As quatro peças do projeto Homens à Deriva serão apresentadas em quatro sessões no Teatro Municipal Arthur Azevedo, na Mooca. São elas Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, de Antonio Bivar, Memórias (Não) Inventadas, de Tennessee Williams, História dos Porões, de Analy Alvarez, Desilusão das Dez Horas, de Alberto Guiraldelli.  

 

ELIXIR DA VIDA ETERNA 

Pode engarrafar e vender como digestivo e calmante, estimulante tonitruante, triturador de emoções e farfalhar de ideais que dará certo. O nome é Os Arqueólogos e está em cartaz uma vez por semana até dezembro no simpático teatro do Instituto Cultural Capobianco, perto do Largo da Memória. É neste único dia somente, às terças, 21 horas, em que os atores Guilherme Magon e Vinicius Calderoni, também autor do texto, chacoalham a plateia com carinho, levados pela batuta do diretor Rafael Gomes. Sim, há amor em SP e sua voz está no palco e diz: teatro. 

FESTIVAL EM PORTUGUÊS 

Senta que lá vem peças aos borbotões. O Festival Yesu Luso – Teatro em Língua Portuguesa começa no próximo 7 de novembro no Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo com montagens inéditas por aqui, como A Cegueira, de Macau, com história inspirada na obra de José Saramago. Também estão representados países como Angola, com a montagem A última viagem do Príncipe Perfeito, sobre o navio que cumpriu em 1975 a derradeira cruzada do oceano entre Lisboa e Luanda. E também Nos Tempos de Gungunhana, de Moçambique, a brasileira Os Cadernos de Kindzu, do Amok Teatro, Esquizofrenia, de Cabo Verde, e a montagem portuguesa de A Casa de Bernarda Alba, com direção de João Garcia Miguel. O festival segue até 18 de novembro. 

LUZ, QUERO LUZ 

Um grupo de grandes iluminadores do teatro brasileiro e latino-americano reúne-se de 8 a 27 de novembro, em um encontro promovido pelo Teatro da Vertigem e pela SP Escola de Teatro. É a segunda edição do Seminário de Iluminação Cênica, idealizado por Guilherme Bonfanti. Além dele, dentre as brasileiras, estarão Cibele Forjaz, Aline Santini e Fernanda Carvalho, que participam das mesas do seminário, mediadas por Francisco Turbiani, professor na SP Escola de Teatro. O encontro terá algumas pérolas da iluminação, como o argentino Gonzalo Córdova, o lighting designer responsável pelo Laboratório de Iluminação da Unicamp, Valmir Perez, e a arquiteta e iluminadora argentina Eli Sirlin. Haja luz.

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