Homenagem do C. Brasil a Mazzaropi

O Cachorro

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2012 | 03h08

Bombeiro

15H55 NA GLOBO

(Firehouse Dog). EUA, Canadá,

2006. Direção de Todd Holland,

com Josh Hutcherson, Bruce

Greenwood, Dash Mihok, Steven

Culp, Bill Nunn, Bree Turner.

A vida de um cachorro, astro de cinema, sofre uma reviravolta quando, a caminho de um set

de filmagem, o seu avião sofre um acidente e ele vai parar numa pequena cidade, onde é 'adotado' pelo filho do bombei-ro. Chega o momento em que o cão tem de virar herói de verdade. Não é ruim, mas os cinófilos têm mais chance de se divertir (e até de se emocionar). Repri-se, colorido, 111 min.

Se Beber Não Case

22H30 NO SBT

(The Hangover ). EUA, 2009. Direção de Todd Phillips, com Bradley

Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham.

Bradley Cooper virou astro com esta comédia sobre amigos que se unem para uma despedida de solteiro, tomam um pileque e a confusão está formada. O sucesso foi tão grande que houve Se Beber... 2 e o 3 está a caminho. A pergunta que não quer calar: por que o público gostou tanto? Dependendo do seu estilo de humor, você

não vai achar a menor graça. Reprise, colorido, 100 min.

CLAUDE CHABROL,

O ARTESÃO

22H30 NA CULTURA

(Claude Chabrol, L'Artisan). França, 2003. Direção de Patrick Le Gail.

Para se compensar que os programas de hoje não são necessariamente aqueles que agradam aos cinéfilos, a Cultura propõe este documentário sobre o francês Claude Chabrol, um dos grandes da nouvelle vague, que morreu em setembro de 2010. Atores (Nathalie Baye e Isabelle Hupper), produtores (Marin Karmitzx) e críticos (Jean Douchet) dão seu testemunho sobre o mais 'gourmet' - em mais de um sentido - dos grandes diretores franceses. Chabrol talvez tenha sido o mais prolífico diretor de sua geração. Numa época, para sobreviver, fez filmes de um perfil bem comercial, mas, como ele próprio dizia, "filmava não importa o quê, nunca não importa como". A ideia é que o prolífico Chabrol, mais que artesão, foi um verdadeiro autor. Inédito, colorido, 53 min.

TV Paga

Fuzileiro do Amor

12H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1956. Direção de Eurides

Ramos, com Mazzaropi, Teresinha Amayo, Roberto Duval, Pedro Dias, Wilson Grey.

O festival que o Canal Brasil promove para comemorar o centenário de Mazzaropi exibe este filme que o mais paulista dos cômicos fez para produtores do Rio, em meados dos anos 1950. Mazza ainda buscava um estilo, na fase anterior ao personagem do jeca. Ele faz gêmeos - um sapateiro que entra para as Forças Armadas e seu irmão, que é instrutor. Reprise, preto e branco, 99 min.

A Canção da Vitória

14 H NO TCM

(Yankee Doodle Dandy). EUA, 1942. Direção de Michael Curtiz, com

James Cagney, Joan Leslie, Walter Huston.

Em 2006, uma pesquisa do American Film Institute com críticos, historiadores e artistas situou este filme em 18º lugar entre os 25 maiores musicais de todos os tempos. É a versão romanceada da vida de George M. Cohan, considerado o pai da comédia musical na Broadway, com ênfase para a criação do número patriótico Yankee Doodle Dandy, com a canção de mesmo nome. Não se pode esquecer que os Estados Unidos iriam entrar na guerra naquele ano. Nem que o filme ganhou o Oscar de ator - para James Cagney, que criara fama como "bad guy" nos filmes de gângsteres. Reprise, colorido, 142 min.

Aliens - O Resgate

19H30 NO TELECINE CULT

(Aliens). EUA, 1986. Direção de

James Cameron, com Sigourney

Weaver, Michael Biehn, Lance

Henriksen.

O segundo filme da série, que

o diretor Cameron fez após o êxito de O Exterminador do Futuro (o primeiro), mostra Sigourney Weaver despertando de um sono de mais de 50 anos para voltar ao planeta em que tudo começou -, que foi colonizado por terráqueos e está infestado de alienígenas. Grandes efeitos, grande ação. Na época, Rambo era o grande herói norte-americano e Cameron faz de do personagem Ridley (Sigourney) uma espécie de Rambolina, durona, mas dota-da de estilo maternal (na sua ligação com a menina). Reprise, colorido, 137 min.

Hanna

20 H NO TELECINE CULT

(Hanna). EUA, 2011. Direção de

Joe Wright, com Eric Bana, Cate

Blanchett, Saoirse Ronan.

Narrado como um conto de

fadas para adultos - e, nesse sentido, vale comparar com

Espelho, Espelho Meu, em cartaz nos cinemas -, o filme mostra a transformação de garo-

ta em máquina de matar pelo próprio pai, um agente secreto.

Para saber como e por quê,

veja o filme do diretor de De-

sejo e Reparação, com a mesma atriz infantil, Saoirse Ronan, agora pré-adolescente. Wright adora os planos sequências. A luta no estacionamen-

to é um admirável exemplo

de seu estilo. Reprise, colori-do, 100 min.

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