Hollywood armazena trabalhos na expectativa de possíveis greves

Por Carl DiOrio LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Os executivos de Hollywood estão trabalhando em ritmo frenético para se preparar para a eventualidade de greves de roteiristas, diretores e atores. O armazenamento de projetos aumentou 21 por cento, em termos de dias de trabalho na região de Los Angeles, no segundo trimestre de 2007, comparado ao mesmo período do ano passado, revelaram dados divulgados na segunda-feira por um grupo representativo do setor. O Film L.A., que ajuda produtores nos processos de obtenção de licenças para filmar e questões envolvendo bairros onde são feitas filmagens, disse que suas estatísticas apontam para um vínculo claro entre os preparativos para uma possível greve em Hollywood e a intensificação da atividade de produção cinematográfica e televisiva. O Sindicato dos Roteiristas da América (WGA), que está em negociações com os estúdios, tem contrato coletivo que termina em 31 de outubro. O Sindicato dos Diretores da América (DGA) e o Sindicato dos Atores de Cinema e Televisão (SAG) têm contratos que precisam ser renegociados. A expectativa é que todas as negociações cubram questões espinhosas -- como, por exemplo, o que fazer com a Internet -- e muitos interessados vêem a possibilidade de greves. Assim, antes mesmo de o Film L.A. ter relatado suas descobertas, os estúdios pareciam estar se preparando para uma batalha. Evidências sugerem que os estúdios vêm apressando as produções de filmes, encomendando episódios extras de seriados de sucesso na TV e desenvolvendo programação de reality shows para serem usados no caso de uma greve interromper a produção. O aumento da produção foi observado tanto em Los Angeles quanto no Canadá, onde os sets de filmagem estão operando a pleno vapor, apesar do dólar canadense forte. "O aumento da atividade no segundo trimestre condiz com a atividade identificada em outros períodos que antecederam negociações contratuais", disse Steve MacDonald, presidente do Film L.A. "Podemos estar assistindo à repetição do que aconteceu em 2001, quando a produção aumentou antes das negociações trabalhistas e teve uma queda significativa após a conclusão das negociações."

REUTERS

07 Julho 2031 | 11h09

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